Um roteiro de leitura para a antropologia

Mapa polinésio
Mapa de gravetos polinésio. Ilhas Marshall. Museu Etnográfico de Estocolmo.

Os povos malaio-polinésios foram um dos maiores navegadores. Singraram da Ilha de Páscoa ao Madagascar, do Havaí à Nova Zelândia. Utilizavam meios sofisticados para comunicar seus roteiros, como essa carta náutica acima, feita com gravetos. Contudo, agora imagine você com essa tela na mão e no meio do oceano. Para onde iria? Esse artefato nada significa ao não iniciado, a menos que haja alguma forma de transmissão cultural. É algo semelhante proposto nesse roteiro de leitura das obras “clássicas” da antropologia.

É muito pretensioso assumir que há um único caminho para conhecer os textos, questões e trabalhos mais relevantes na antropologia. Mas seguem aqui algumas sugestões para quem queira iniciar uma leitura “séria” e ir-se aprofundando. Obviamente, há meus vieses de formação e preferências.

Uma distinção inicial. Etnografia é tanto o processo de coletar dados em campo quanto o produto resultante, normalmente livros e artigos que reportam e analisam essa informação empírica. O termo etnologia é empregado tanto para trabalhos comparativos quanto as análises teóricas com base em etnografias. Etnologia também é empregada para estudos compreensivos de povos em “casa”, acepção que alguns antropólogos alemães trouxeram ao Brasil para referir-se à etnologia indígena.

Creio que o melhor modo de conhecer antropologia é conhecer o que os antropólogos fazem. Por isso, esse roteiro é orientado por obras etnográficas e etnológicas, com pitadas de discussões teóricas e outras obras instrumentais.

Começando aos poucos…

Esses textos breves e clássicos são agradáveis e dão uma amostra sobre o quê a antropologia se ocupa.

O capítulo introdutório de Malinowski (1978) é um registro clássico da impressão de ser deixado sozinho no campo de trabalho. Outro relato, divertido até, desse estranhamento encontra-se em Bohannan (1966). Alguns trabalhos que beiram o ensaio e a ficção transmitem com vivas cores essa impressão, como faz Borges (1969, 1970) e Miner (1956), ou na análise etnológica de Linton (2003). Vale a pena lê-los todos. Como complemento, há textos mais “sérios” sobre o trabalho do antropólogo (DA MATTA, 1978; DE OLIVEIRA, 1998).

Na hora de partir para algo mais substancial, Benedict (2013) faz parte do rito de iniciação. Esse livrinho instigou gerações de antropólogos, questionou as bases do preconceito. Ainda sobre cultura, conceito tão caro (e controverso), Laraia (2001) introduz com maestria esse construto.

Para ter uma visão ampla dos temas e questões tratadas pela antropologia, há dois caminhos. Um são os manuais e introduções. A respeito de livros e manuais introdutórios disponíveis no Brasil e Portugal, recomendo cautela. Geralmente são obras ou defasadas que continuam a serem impressas ou traduzidas sem considerar questões antropológicas locais. Tenha ressalvas em ler essas obras (LAPLATINE, 1993; LINTON, 1986; MONTAGU, 1972; RIVIÈRE, 2016), mas há algumas que estão atualizadas e contextualizadas, escolha uma delas que será suficiente para servir como linha-mestra (BATALHA 2004; GOMES 2009; MARCONI e PRESOTTO 2010; KOTTAK 2013).

Outra abordagem é ler coletâneas. Em menos de 270 páginas Castro (2016) faz um apanhado que inclui textos de Morgan, os difusionistas, Boas, Durkheim, Mauss, Radcliffe-Brown, Malinowski, Benedict, Firth, Lévi-Strauss, Louis Dumont, Victor turner, Geertz e Sahlins. Há boas seleções caso leia em inglês (ERICKSON; MURPHY, 2013; MCGEE; WARMS, 2008; MOORE, HENRIETTA L.; SANDERS, 2014). Esses textos permitem aprofundar-se nas questões teóricas. Ortner (1984, 2016) providencia uma visão geral e crítica dos desenvolvimentos teóricos das últimas décadas, bem como da história da própria antropologia.

Falando em história da antropologia, são poucas as abordagens gerais em português (ERIKSEN e NIELSENE 2007; ERICKSON e MURPHY 2015), enquanto há em outras línguas panoramas históricos e teóricos (BARNARD, 2000; BARTH et al., 2010; HARRIS; DEL TORO, 1999; MOORE, JERRY D, 2000). Sobre a antropologia no Brasil, dois textos são fundamentais (MELATTI, 1983; PEIRANO, 1990).

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Os livros citados até aqui são o suficiente para uma educação sólida em antropologia para uma compreensão não profissional. Caso queira aprofundar, há algumas etnografias frequentemente citadas, além de reflexões e debates teóricos. (Desculpem-me por não padronizar em um só estilo de referência). A escolha de quais delas ler depende do seu interesse em tópicos, temas, métodos, áreas e povos específicos. Antes começar a ler as etnografias, recomendo ler sobre etnografia como processo de escrita:

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Algumas almas caridosas, coordenadas pelo antropólogo Marcelo Moura Mello, mantém uma lista atualizada no Google Drive de vários artigos clássicos da antropologia traduzidos e publicados em português.

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WAGNER, Roy. Wagner, Roy. A Invenção da Cultura. São Paulo, Cosacnaify.  [The invention of culture. University of Chicago Press. 1975]

WHITE, Leslie A. (1949) The Science of Culture: A Study of Man and Civilization, New York: Ferrar, Strauss & Cudahy.

WISSLER, Clark (1916) “Psychological and Historical Interpretations of Culture” Science 43:193-201.

WOLF, Eric R. Europe and the People without History. University of California Press, 1982.

“Das antigas” – livros do século XIX que ainda valem a pena ler

ANTÉNOR FIRMIN, Joseph. De l’égalité des races humaines (anthropologie positive). 1885

CUNHA, Euclides da. Os sertões. 1902.

DARWIN, Charles. A Descendência do Homem. 1871.

ENGELS, Friedrich. A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado. 1883.

FRAZER, James George. O ramo de ouro. Rio de Janeiro, Zahar, 1982.

MAINE, Henry S. Ancient Law: Its Connection with the Early History of Society and Its Relation to Modern Ideas, London: John Murray, 1861.

MORGAN, Lewis H.Ancient Society, or Researches in the Lines of Human Progress from Savagery Through Barbarism to Civilization. New York: World Publishing Company (ed. por Eleanor B. Leacock) 1963[1877] .

NINA RODRIGUES, Raimundo. Os Africanos no Brasil.2010

ROYER, Clémence Origine de l’homme et des sociétés  (1870)

TYLOR, Edward Burnett. Primitive Culture. 1871

WESTERMARCK, Edvard. The History of Human Marriage, 1891.

Não exatamente obras de antropologia, mas sempre citadas

ANDERSON, Benedict. Imagined Communities: Reflections on the Origin and Spread of Nationalism, London: Verso. 1983.

BALANDIER, Georges. O Dédalo: para finalizar o século XX. RJ: Bertrand Brasil, 1999

BAUMAN, Zygmund. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.

BERGER, Peter L.; LUCKMANN, Thomas. The Social Construction of Reality: A Treatise in the Sociology of Knowledge. Garden City, NY: Doubleday, 1966. No Brasil: A construção social da realidade: tratado de sociologia do conhecimento. Tradução de Floriano de Souza Fernandes. Petrópolis: Vozes, 2014.

BUTLER, Judith. Gender Trouble, 1990.

CONNERTON, Paul. How Societies Remember. Cambridge, 1989.

DE CERTEAU, Michel. A Invenção do Cotidiano. Vozes, 1974.

FOUCAULT, Michel. História da loucura. São Paulo: Perspectiva, 1978.

FOUCAULT, Michel. História da sexualidade 1. Rio de Janeiro: Graal, 1985.

FOUCAULT, Michel. A arquelogia do saber. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1987.

FOUCAULT, Michel. As palavras e as coisas. São Paulo: Martins Fontes, 1992.

FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir. Nascimento da Prisão.  Petrópolis: Vozes, 2000.

GOULD, Stephen Jay. The Mismeasure of Man. Harmondsworth. 1997.

HARVEY, David. The Condition of Postmodernity: an Enquiry into the Origins of Cultural Change. Oxford: Blackwell, 1989.

HARVEY, David. A brief history of neoliberalism. New York and OxfordOxford University Press,2005.

HOBSBAWM, Eric, and T.O. Ranger (eds) The Invention of Tradition. Cambridge, 1983.

LAKOFF, George; JOHNSON, Mark. Metáforas da vida cotidiana [Metaphors We Live By, 1980]. Campinas: Mercado das Letras, 2002.

POLANYI, Karl. A Grande Transformação – As origens da nossa época. Rio de Janeiro: Campos, 1980.

SAID, Edward W. Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente. Tradução de Tomás Rosa Bueno. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. [Originalmente: Orientalism. New York: Vintage, 1978.]

SCOTT, James C.  Weapons of the weak: Everyday forms of peasant resistance. New HavenYale University Press1985.

TARDE, Gabriel. Monadologia e sociologia e outros ensaios. Rio de Janeiro: Cosacnaify.

Sugestão de post pela leitora Carol Fantinel.

8 comentários em “Um roteiro de leitura para a antropologia

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  1. Este artigo é de grande ajuda. Estava apenas montando minha lista de livros de antropologia para comprar e achei muito mais que isso. Muito Obrigada! Também estava procurando mais livros sobre antropologia urbana. Se vocês pudessem fazer um compilado sobre as subdisciplinas da antropologia brasileira contemporânea, seria incrível!

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  2. Roteiro de Estudo em Antropologia: Uma Jornada Aprofundada

    Objetivo: Este roteiro visa proporcionar uma imersão completa no campo da Antropologia, desvendando seus principais conceitos, teorias, métodos e áreas de pesquisa, com foco em autores clássicos e contemporâneos. A proposta é construir um diálogo crítico e reflexivo, explorando a riqueza da disciplina e suas aplicações em diferentes contextos sociais e históricos.

    Duração: 20 semanas (um semestre).

    Metodologia:

    • Leitura crítica: Abordaremos os textos indicados de forma crítica, desvendando os conceitos-chave, as argumentações e as perspectivas dos autores.
    • Discussões em sala de aula: Promoveremos debates e reflexões sobre os temas abordados, estimulando a participação ativa de todos.
    • Atividades práticas: Realizaremos exercícios de interpretação de textos, análise de dados antropológicos, construção de relatórios, apresentações e debates em grupo.
    • Trabalho de campo: A experiência prática no campo é fundamental para a formação do antropólogo. Incentivei a participação em projetos de pesquisa, voluntariado em comunidades e atividades que possibilitem o contato direto com diferentes realidades sociais.
    • Pesquisa bibliográfica: Incentivaremos a pesquisa bibliográfica autônoma, orientando os alunos na busca por fontes relevantes e na construção de um repertório acadêmico sólido.

    Material Necessário:

    • Acesso à internet para pesquisa e leitura de textos online.
    • Livros recomendados para cada semana, disponíveis em bibliotecas ou para compra.
    • Caderno para anotações e reflexões.
    • Participação ativa em debates e discussões.

    Cronograma Detalhado:

    Semana 1: Introdução à Antropologia: Desvendando a Diversidade Humana

    • Tema: O que é Antropologia? Conceitos básicos, campos de estudo, métodos e a busca pela compreensão da diversidade humana.
    • Destaques: A antropologia como ciência social e humana, os campos da antropologia social, cultural, biológica, linguística e aplicada, os métodos de pesquisa antropológica, a importância da observação participante, a coleta de dados e a análise etnográfica, o conceito de cultura e a sua construção social, etnocentrismo vs. relativismo cultural, o olhar holístico para a cultura.
    • Leituras:
      • Cultura: um conceito antropológico – Roque de Barros Laraia (2001) – Uma introdução clássica e acessível ao conceito de cultura, explorando sua construção social e a importância do relativismo cultural.
      • Antropologia: Uma perspectiva holística – Luís Batalha (2004) – Abordagem abrangente da antropologia, incluindo seus principais campos de estudo e a busca por uma visão integrada da cultura e da sociedade.
      • Introdução à Antropologia – Claude Rivière (2016) – Um guia conciso e abrangente para os conceitos básicos da antropologia, apresentando diferentes correntes de pensamento e suas contribuições.
      • O Trabalho do Antropólogo – Roberto Cardoso de Oliveira (1998) – Uma reflexão sobre a prática da antropologia, explorando a importância do trabalho de campo e da escrita etnográfica.
      • O Nativo Relativo – Eduardo Viveiros de Castro (2002) – Uma introdução crítica ao perspectivismo ameríndio, desafiando as perspectivas eurocêntricas sobre a cultura e a alteridade.
    • Atividades:
      • Discussão: Abordaremos a importância da antropologia para compreender a diversidade humana e a necessidade de superar o etnocentrismo.
      • Exercício: Analisaremos exemplos de etnocentrismo e relativismo cultural em diferentes contextos sociais, explorando a importância da postura crítica e da compreensão da alteridade.

    Semana 2: A História da Antropologia: Trajetórias e Debates

    • Tema: As origens da antropologia e seus principais marcos históricos: um panorama das correntes de pensamento e seus debates.
    • Destaques: Evolucionismo (Tylor, Morgan), Difusionismo (Boas, Graebner), Funcionalismo (Malinowski, Radcliffe-Brown), Estruturalismo (Lévi-Strauss), Pós-modernismo (Geertz, Clifford), Antropologia Interpretativa, Antropologia Crítica.
    • Leituras:
      • História da Teoria Antropológica – Paul A. Erickson & Liam Donat Murphy (2015) – Uma obra abrangente que traça a história do pensamento antropológico, desde as correntes clássicas até as tendências contemporâneas.
      • História da Antropologia – Thomas Hylland Eriksen & Finn Sivert Nielsen (2007) – Uma obra que apresenta a história da antropologia de forma concisa e acessível, destacando as principais correntes de pensamento e seus autores.
      • História e Cultura: Apologias a Tucídides – Marshall Sahlins (2006) – Uma obra que reflete sobre a relação entre história e cultura, defendendo a importância de uma abordagem histórica para a análise antropológica.
      • O Nativo Relativo – Eduardo Viveiros de Castro (2002) – Uma obra que apresenta o perspectivismo ameríndio como um desafio às perspectivas eurocêntricas e contribui para a descolonização do conhecimento.
      • O Diabo e o Fetichismo da Mercadoria na América do Sul – Michael Taussig (2010) – Uma obra que aborda o fetichismo das mercadorias em uma perspectiva crítica e antropológica, relacionando a cultura material com a exploração e a dominação.
    • Atividades:
      • Apresentação: Discutiremos as principais correntes antropológicas, analisando seus pontos fortes e fracos e a influência de cada corrente na produção de conhecimento.
      • Debate: Abordaremos os desafios da antropologia no contexto da globalização, considerando as diferentes perspectivas e as novas formas de pesquisa.
      • Leitura e análise crítica: Analisaremos textos de autores-chave de cada corrente antropológica, destacando seus principais conceitos, métodos e contribuições para o debate.

    Semana 3: O Método Etnográfico: Mergulhando no Campo

    • Tema: O trabalho de campo, a coleta de dados, a escrita etnográfica: explorando o método antropológico e seus desafios.
    • Destaques: O papel do antropólogo no campo, a observação participante, as entrevistas, a análise de documentos, os métodos qualitativos e quantitativos, a ética na pesquisa antropológica, o desafio da escrita etnográfica e a representação do “outro”.
    • Leituras:
      • Os Argonautas do Pacífico Ocidental – Bronislaw Malinowski (1978) – Uma obra clássica que apresenta o método etnográfico e a importância da observação participante no trabalho de campo.
      • O Ofício de Etnólogo – Roberto da Matta (1978) – Uma reflexão sobre a prática da antropologia, abordando os desafios da pesquisa de campo e da escrita etnográfica.
      • Writing Culture: The Poetics and Politics of Ethnography – James Clifford & George E. Marcus (1986) – Uma obra que problematiza a escrita etnográfica, discutindo o papel do antropólogo, a voz do nativo e os desafios da representação cultural.
      • How to Read Ethnography – Paloma Gay Y Blasco & Huon Wardle (2006) – Um guia prático para a leitura e análise de textos etnográficos, abordando os elementos chave da escrita e as diferentes perspectivas da antropologia.
    • Atividades:
      • Discussão: Abordaremos as diferentes técnicas de coleta de dados em antropologia, analisando os benefícios e as limitações de cada método.
      • Análise crítica: Analisaremos criticamente um texto etnográfico, identificando os elementos chave da escrita, a perspectiva do autor, a voz do nativo e os desafios da representação cultural.
      • Exercício prático: Simulação de um trabalho de campo em sala de aula, aplicaremos os métodos de pesquisa antropológica em um contexto simulado, realizando observações, entrevistas e análise de dados.

    Semana 4: Etnografia e Representação: Narrativas e Perspectivas

    • Tema: A construção da realidade social na escrita etnográfica e a crítica à representação do “outro”: a busca por uma antropologia mais inclusiva e reflexiva.
    • Destaques: O papel do antropólogo na construção da narrativa, a voz do nativo e o desafio de dar voz aos grupos estudados, a crítica à visão eurocêntrica, o poder da linguagem e a importância da interculturalidade.
    • Leituras:
      • O Cru e o Cozido – Claude Lévi-Strauss (2004) – Uma obra que apresenta a análise estrutural da cultura, explorando as categorias de pensamento e os sistemas de classificação, uma perspectiva que pode ser aplicada à análise de diferentes culturas.
      • Tristes Trópicos – Claude Lévi-Strauss (1980) – Uma obra que explora a experiência do autor no trabalho de campo no Brasil e contribui para o debate sobre a representação do “outro”, abordando temas como colonialismo, etnocentrismo e a relação entre cultura e natureza.
      • O Totemismo Hoje – Claude Lévi-Strauss (Edições 70) – Uma obra que analisa o totemismo como um sistema de classificação e relação simbólica entre os grupos humanos e a natureza, abordando a importância da cultura material e do simbolismo nas diferentes culturas.
      • A Interpretação das Culturas – Clifford Geertz (1978) – Uma obra que apresenta a antropologia interpretativa, com foco na análise de símbolos, rituais e significados culturais. Geertz propõe uma leitura densa da cultura, considerando as diferentes interpretações e perspectivas.
      • O Diabo e o Fetichismo da Mercadoria na América do Sul – Michael Taussig (2010) – Uma obra que analisa o fetichismo das mercadorias em uma perspectiva crítica e antropológica, relacionando a cultura material com a exploração e a dominação.
    • Atividades:
      • Discussão: Abordaremos a ética na pesquisa antropológica e a necessidade de dar voz aos grupos estudados.
      • Análise crítica: Analisaremos criticamente diferentes representações de culturas e povos indígenas, desconstruindo estereótipos e abordando a importância do diálogo intercultural.
      • Leitura e debate: Lemos e debateremos textos que problematizam a escrita etnográfica, abordando as diferentes perspectivas sobre a relação entre o antropólogo e o “outro”, e os desafios da representação cultural.

    Semana 5: Antropologia e Cultura: Diversidade e Identidade

    • Tema: Conceitos de cultura, identidade e diferença: uma análise crítica da diversidade cultural e das múltiplas formas de identidade.
    • Destaques: A diversidade cultural e a importância do relativismo cultural, a construção social da identidade, a interculturalidade, os processos de hibridização cultural, as diferentes formas de expressão cultural, a cultura material, os símbolos, os rituais, a linguagem.
    • Leituras:
      • Padrões de Cultura – Ruth Benedict (2013) – Uma obra que analisa os padrões culturais de diferentes sociedades, destacando a importância da cultura na construção da identidade e no comportamento humano.
      • Culturas Híbridas – Néstor García Canclini (1997) – Uma obra que analisa os processos de hibridização cultural em um contexto de globalização, abordando a interação entre diferentes culturas e as novas formas de identidade.
      • A Distinção: Crítica Social do Julgamento – Pierre Bourdieu (2007) – Uma obra que analisa as formas de distinção social e a relação entre cultura e poder, abordando a importância do capital cultural na construção da identidade social.
      • O Diabo e o Fetichismo da Mercadoria na América do Sul – Michael Taussig (2010) – Uma obra que analisa o fetichismo das mercadorias em uma perspectiva crítica e antropológica, relacionando a cultura material com a exploração e a dominação.
    • Atividades:
      • Discussão: Abordaremos as diferentes perspectivas sobre cultura, identidade e diferença, explorando a complexidade da construção social da identidade e a importância do reconhecimento da diversidade cultural.
      • Análise de casos: Analisaremos casos concretos de interculturalidade e hibridização cultural, identificando os processos de contato, interação e transformação cultural.

    Apresentação: Os alunos irão apresentar trabalhos sobre diferentes grupos culturais e suas identidades, explorando as diferentes formas de expressão cultural e os elementos que compõem a identidade de cada grupo.

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  3. Semana 11: Antropologia e Linguagem: A Linguagem como Construção Social

    • Tema: A linguagem como ferramenta de construção da realidade social: explorando a relação entre linguagem e cultura.
    • Destaques: Linguística antropológica, etnolinguística, a relação entre linguagem e cultura, a importância da comunicação, a diversidade linguística, a linguagem como forma de expressão cultural, a linguagem e o poder.
    • Leituras:
      • O Pensamento Selvagem – Claude Lévi-Strauss (Editora Nacional) – Uma obra clássica que analisa o pensamento “selvagem” e a linguagem como elementos fundamentais da cultura, abordando a importância da classificação, da estrutura e do simbolismo na linguagem.
      • Primitive Classification – Émile Durkheim & Marcel Mauss (1963) – Uma obra que analisa as formas de classificação em sociedades “primitivas”, abordando a importância da linguagem e dos sistemas de pensamento na organização social.
      • How We Think They Think: Anthropological Approaches to Cognition, Memory, and Literacy – Maurice Bloch (1998) – Uma obra que analisa a relação entre linguagem, cognição e memória, abordando as diferentes formas de pensamento e de representação do mundo em diferentes culturas.
      • A Invenção do Cotidiano – Michel de Certeau (1974) – Uma obra que analisa as estratégias utilizadas pelos indivíduos para se orientar e agir no mundo cotidiano, abordando a importância da linguagem e da cultura na construção da realidade social.
    • Atividades:
      • Discussão: Abordaremos a relação entre linguagem e cultura, explorando a influência da linguagem na forma como percebemos e interpretamos o mundo.
      • Análise: Analisaremos diferentes sistemas linguísticos e suas características, identificando as diferenças e as semelhanças entre diferentes línguas e explorando a relação entre linguagem e cultura.
      • Exercício: Análise de discursos e textos em diferentes contextos culturais, identificando os elementos linguísticos que revelam a cultura e a identidade dos autores e dos interlocutores.

    Semana 12: Antropologia e Arte: Expressões Culturais e Comunicação

    • Tema: A arte como expressão cultural e forma de comunicação: explorando a relação entre arte, poder e identidade.
    • Destaques: Antropologia da arte, estudo de diferentes formas de arte, arte e cultura material, a relação entre arte, poder e identidade, a arte como forma de resistência e de transformação social.
    • Leituras:
      • O Crisântemo e a Espada – Ruth Benedict (1997) – Uma obra que analisa a cultura japonesa, abordando a relação entre arte, cultura e identidade nacional.
      • Dance and the Body Politic in Northern Greece – Jane Cowan (1990) – Uma obra que analisa o papel da dança na vida social de uma comunidade grega, abordando as relações de gênero, as relações de poder e as formas de expressão cultural.
      • Rethinking Visual Anthropology – Marcus Banks & H. Morphy (Eds.) (1997) – Uma obra que reúne diferentes ensaios sobre a antropologia visual, abordando a importância das imagens na construção do conhecimento antropológico e na representação cultural.
      • A Invenção da Cultura – Roy Wagner (Cosacnaify) – Uma obra que analisa a relação entre arte, cultura e identidade, abordando a importância da criatividade e da invenção na construção da cultura.
    • Atividades:
      • Discussão: Abordaremos a importância da arte na cultura, explorando a relação entre arte, poder e identidade, e a arte como forma de expressão cultural.
      • Análise: Analisaremos diferentes formas de arte em diferentes culturas, identificando os elementos chave de cada forma de arte e os significados culturais que elas transmitem.
      • Debate: Abordaremos a relação entre arte, poder e identidade, explorando como a arte pode ser utilizada para reforçar ou questionar relações de poder e como a arte pode ser um instrumento de resistência e de transformação social.

    Semana 13: Antropologia e Tecnologia: A Revolução Digital e seus Impactos

    • Tema: O impacto das tecnologias na cultura e na vida social: explorando a antropologia da tecnologia e a cultura digital.
    • Destaques: Antropologia da tecnologia, a cultura digital, as novas tecnologias de comunicação, as redes sociais, o ciberespaço, a globalização e suas implicações, os desafios e as oportunidades da era digital.
    • Leituras:
      • Staying with the Trouble: Making Kin in the Chthulucene – Donna J. Haraway (2016) – Uma obra que explora a relação entre tecnologia, natureza e cultura, com foco na crítica ao antropocentrismo e à dominação tecnológica. Haraway propõe um novo olhar para a natureza e a tecnologia, com foco na interconexão entre todos os seres.
      • Liquidated: An Ethnography of Wall Street – Karen Ho (2009) – Uma obra que analisa a cultura de Wall Street e as relações de poder na indústria financeira, abordando a influência da tecnologia na construção de um sistema globalizado e desigual.
      • A Construção Social da Realidade – Peter L. Berger & Thomas Luckmann (2014) – Uma obra clássica que aborda a construção social da realidade, explorando como as interações sociais e a cultura moldam nossa percepção do mundo, um conceito fundamental para compreender as mudanças sociais provocadas pela tecnologia.
      • O Dédalo – Georges Balandier (1999) – Uma obra que analisa a complexidade do mundo contemporâneo, abordando as relações entre cultura, globalização, tecnologia e sociedade, despertando reflexões sobre os impactos da tecnologia na vida social.
    • Atividades:
      • Discussão: Abordaremos o impacto das tecnologias na vida social, explorando como a tecnologia está transformando a cultura, as relações sociais, as formas de comunicação e a construção da identidade.
      • Análise: Analisaremos casos concretos de como a tecnologia está transformando a cultura, como as redes sociais influenciam as relações sociais, os impactos da globalização na cultura digital e o papel da tecnologia na construção da identidade.
      • Debate: Abordaremos os desafios e as oportunidades da cultura digital, como a tecnologia pode ser utilizada para promover a inclusão social, a democratização da informação e a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, mas também os riscos e as desigualdades que a tecnologia pode gerar.

    Semana 14: Antropologia e Meio Ambiente: A Interdependência entre Cultura e Natureza

    • Tema: As relações entre cultura, sociedade e meio ambiente: explorando a antropologia ambiental, a ecologia cultural e a etnoecologia.
    • Destaques: Antropologia ambiental, ecologia cultural, etnoecologia, a crítica ao antropocentrismo, o desenvolvimento sustentável, as mudanças climáticas e seus impactos sociais, a importância da conservação da biodiversidade e a construção de uma relação mais harmoniosa com a natureza.
    • Leituras:
      • Pigs for the Ancestors: Ritual in the Ecology of a New Guinea People – Roy A. Rappaport (1984) – Uma obra clássica que analisa a relação entre cultura e natureza em uma sociedade da Nova Guiné, explorando o papel dos rituais na manutenção do equilíbrio ecológico.
      • The Jivaro: People of the Sacred Waterfall – Michael J. Harner (1984) – Uma obra que analisa a cultura e as práticas ambientais de um povo indígena da Amazônia, abordando a relação entre cultura e natureza, e os conhecimento tradicionais sobre a flora e a fauna local.
      • Friction: An Ethnography of Global Connections – Anna L. Tsing (2005) – Uma obra que analisa a relação entre a globalização e o meio ambiente, abordando as formas como as culturas se conectam e interagem com a natureza em um contexto de mudanças globais.
      • Beyond Nature and Culture – Philippe Descola (2005) – Uma obra que propõe um novo olhar para a relação entre cultura e natureza, criticando a dicotomia tradicional e explorando as diferentes formas como as culturas concebem e interagem com o mundo natural.
    • Atividades:
      • Discussão: Abordaremos a importância da antropologia para compreender as relações entre cultura e meio ambiente, explorando as diferentes perspectivas sobre a relação entre a humanidade e a natureza.
      • Análise: Analisaremos casos concretos de como as culturas interagem com o meio ambiente, identificando as práticas de uso e gestão de recursos naturais, as crenças e as concepções sobre a natureza.
      • Debate: Abordaremos os desafios e as oportunidades para a construção de um futuro sustentável, explorando as relações entre cultura, sociedade e meio ambiente e o papel da antropologia na busca por soluções para os problemas ambientais globais.

    Semana 15: Antropologia e Saúde: O Corpo, a Doença e a Cultura

    • Tema: O corpo, a doença e a saúde em diferentes culturas: explorando a antropologia da saúde e a etnomedicina.
    • Destaques: Antropologia da saúde, etnomedicina, sistemas de cura, a experiência da doença, as representações sociais da saúde e da doença, a relação entre cultura, doença e saúde, o papel da medicina tradicional e da medicina ocidental.
    • Leituras:
      • The Land of Remorse: A Study of Southern Italian Tarantism – Ernesto de Martino (2005) – Uma obra que analisa o tarantismo, um transtorno psicológico que afetava mulheres no sul da Itália, abordando a relação entre cultura, doença e religião.
      • Vita: Life in a Zone of Social Abandonment – João Biehl (2013) – Uma obra que analisa a experiência da doença e da morte em uma comunidade marginalizada no Brasil, abordando as relações entre saúde, pobreza e desigualdade social.
      • The Performance of Gender: An Anthropology of Everyday Life in a South Indian Fishing Village – Cecilia Busby (2000) – Uma obra que analisa as relações de gênero e as práticas de saúde em uma comunidade de pescadores na Índia, abordando o papel do corpo e da saúde na construção da identidade e nas relações sociais.
      • Case Studies in Spirit Possession – Vincent Crapanzano & Vivian Garrison (Eds.) (1997) – Uma obra que reúne diferentes estudos sobre a possessão espiritual em diferentes culturas, abordando as relações entre cultura, religião e saúde.
    • Atividades:
      • Discussão: Abordaremos a relação entre cultura, doença e saúde, explorando as diferentes perspectivas sobre a experiência da doença e os sistemas de cura em diferentes culturas.
      • Análise: Analisaremos diferentes sistemas de cura e práticas médicas, identificando as relações entre cultura, religião e saúde, e os diferentes modos de compreender e tratar a doença.
      • Debate: Abordaremos a importância da antropologia para a compreensão da experiência da doença, o papel da medicina tradicional e da medicina ocidental, e os desafios para a construção de um sistema de saúde mais justo e equitativo.

    Semana 16: Antropologia e Migração: Fluxos Humanos e Transformações Culturais

    • Tema: Os fluxos migratórias e suas implicações sociais e culturais: explorando a antropologia da migração, a experiência da migração e a transnacionalidade.
    • Destaques: Antropologia da migração, a experiência da migração, as redes migratórias, a transnacionalidade, os processos de aculturação e hibridização cultural, as relações entre migração, cultura e identidade, o impacto da migração nas sociedades de origem e de destino.
    • Leituras:
      • Veiled Sentiments: Honor and Poetry in a Bedouin Society – Lila Abu-Lughod (1986) – Uma obra que analisa a vida social e cultural de uma comunidade beduína no Egito, abordando as relações de gênero, as relações de poder e a experiência da migração para a cidade.
      • Translated Woman: Crossing the Border with Esperanza’s Story – Ruth Behar (1993) – Uma obra que analisa a experiência da migração de uma mulher cubana para os Estados Unidos, abordando as relações interculturais, as desigualdades sociais e a construção da identidade em um contexto de migração.
      • Expectations of Modernity: Myths and Meanings of Urban Life on the Zambian Copperbelt – James Ferguson (1999) – Uma obra que analisa os processos de urbanização e as mudanças sociais na Zâmbia, abordando as relações entre migração, desenvolvimento e identidade.
      • Cidade de Muros: Crime, Segregação e Cidadania em São Paulo – Teresa Pires do Rio Caldeira (2000) – Uma obra que analisa as relações de gênero, as relações de poder e a experiência da migração para a cidade.
    • Atividades:
      • Discussão: Abordaremos as diferentes motivações para a migração, explorando as relações entre migração, desenvolvimento, conflitos e desigualdade social.
      • Análise: Analisaremos casos concretos de migração e suas implicações sociais, identificando as redes migratórias, os processos de aculturação e hibridização cultural, e os impactos da migração nas sociedades de origem e de destino.
      • Debate: Abordaremos a relação entre migração, cultura e identidade, explorando as formas como a migração influencia a construção da identidade individual e coletiva, e os desafios para a construção de uma sociedade mais inclusiva e tolerante em relação aos imigrantes.

    Semana 17: Antropologia e Urbanismo: A Vida em Contexto Urbano

    • Tema: As cidades como espaços de cultura e sociabilidade: explorando a antropologia urbana e a vida nas cidades.
    • Destaques: Antropologia urbana, a vida nas cidades, a cultura urbana, os processos de urbanização, a segregação social, o espaço público e privado, a violência urbana, a desigualdade social, as relações entre urbanização e globalização, a construção da cidade como espaço cultural.
    • Leituras:
      • In Search of Respect: Selling Crack in El Barrio – Phillip Bourgois (1995) – Uma obra que analisa a vida em um bairro marginal de Nova York, abordando as relações de poder, as desigualdades sociais, o tráfico de drogas e a construção da identidade em um contexto urbano.
      • The Mismeasure of Man – Stephen Jay Gould (1997) – Uma obra clássica que analisa a história do racismo científico e a construção social de hierarquias raciais, abordando o papel da ciência na legitimação das desigualdades sociais e o impacto dessas ideologias nas cidades.
      • Quando o Campo é a Cidade – José Guilherme Magnani (1996) – Uma obra que analisa as relações entre campo e cidade no Brasil, abordando os processos de migração, urbanização e a construção da identidade urbana.
      • Não Lugares – Marc Augé (2012) – Uma obra que analisa as novas formas de espaço e de sociabilidade nas cidades contemporâneas, abordando os “não lugares”, como aeroportos, estações de trem e shoppings centers, e seus impactos nas relações sociais.
    • Atividades:
      • Discussão: Abordaremos a importância da antropologia para compreender a vida nas cidades, explorando as relações entre urbanização, globalização e cultura, e os desafios da vida urbana contemporânea.
      • Análise: Analisaremos diferentes aspectos da cultura urbana, identificando as formas de expressão cultural, as relações de poder, as desigualdades sociais e as formas de organização social nas cidades.
      • Debate: Abordaremos os desafios da urbanização e a construção de cidades mais justas e sustentáveis, explorando as relações entre urbanização, meio ambiente e cultura, e as possibilidades de construção de cidades mais humanas e inclusivas.

    Semana 18: Antropologia e Educação: A Cultura da Aprendizagem

    • Tema: A educação como processo de socialização e construção cultural: explorando a antropologia da educação e a escola como espaço de cultura.
    • Destaques: Antropologia da educação, a escola como espaço de cultura, a relação entre educação e cultura, os processos de aprendizagem, as desigualdades educacionais, a educação intercultural, o papel da educação na formação do indivíduo e da sociedade, a educação como instrumento de transformação social.
    • Leituras:
      • Coming of Age in Samoa – Margaret Mead (1928) – Uma obra clássica que analisa a educação em uma sociedade samoana, abordando as relações entre cultura, adolescência e socialização.
      • The Harmless People – Elizabeth Marshall Thomas (1959) – Uma obra que analisa a cultura e a educação de um povo caçador-coletor, os !Kung San, abordando as formas de transmissão de conhecimento e os processos de aprendizagem em sociedades tradicionais.
      • The Forest People – Colin M. Turnbull (1961) – Uma obra que analisa a cultura e a educação de um povo pigmeu da África, abordando as relações entre cultura, natureza e aprendizagem.
      • A Selva dos Símbolos – Victor Turner (Eduff) – Uma obra que analisa os rituais e os símbolos em uma sociedade da África, abordando a importância dos rituais na educação e na transmissão de valores culturais.
    • Atividades:
      • Discussão: Abordaremos o papel da educação na formação do indivíduo e da sociedade, explorando as diferentes perspectivas sobre a relação entre educação e cultura, e os desafios para a construção de um sistema educacional mais justo e inclusivo.
      • Análise: Analisaremos diferentes modelos de educação e suas implicações sociais, identificando as relações entre educação e poder, e as desigualdades educacionais em diferentes contextos sociais.
      • Debate: Abordaremos os desafios e as oportunidades para a construção de um sistema educacional mais justo e inclusivo, explorando a importância da educação intercultural, da diversidade cultural na escola e da construção de uma educação que promova a igualdade social e a justiça social.

    Semana 19: Antropologia e Desigualdade: Analisando as Faces da Desigualdade

    • Tema: A desigualdade social e suas diferentes formas de manifestação: explorando a antropologia da desigualdade e as causas e consequências da desigualdade social.
    • Destaques: A antropologia da desigualdade, as classes sociais, o racismo, o sexismo, a pobreza, a exclusão social, as políticas sociais, as relações entre desigualdade social, cultura e poder, a importância da luta por igualdade social e justiça social.
    • Leituras:
      • O Índio e o Mundo dos Brancos – Roberto Cardoso de Oliveira (1996) – Uma obra que analisa as relações entre índios e brancos no Brasil, abordando os processos de aculturação, a discriminação e a desigualdade social que marcaram a história do Brasil.
      • Organização Social dos Tupinambá – Florestan Fernandes (1963) – Uma obra clássica que analisa a organização social dos Tupinambá, um povo indígena do Brasil, abordando as relações de poder, as formas de dominação e os processos de resistência à colonização.
      • A Grande Transformação – Karl Polanyi (1980) – Uma obra clássica que analisa as transformações econômicas e sociais que marcaram o século XIX, abordando a ascensão do capitalismo, a desigualdade social e o papel do Estado na regulação das relações econômicas.
      • O Povo Brasileiro – Darcy Ribeiro (2010) – Uma obra que analisa a formação do povo brasileiro, abordando a diversidade cultural, os processos de miscigenação, as desigualdades sociais e os desafios para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
    • Atividades:
      • Discussão: Abordaremos as diferentes formas de desigualdade social e seus impactos, explorando as relações entre desigualdade social, cultura e poder, e os desafios para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
      • Análise: Analisaremos casos concretos de desigualdade social em diferentes contextos, identificando as causas e as consequências da desigualdade social, e as formas como a desigualdade se manifesta em diferentes áreas da vida social.
      • Debate: Abordaremos a importância da antropologia para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, explorando o papel da antropologia na compreensão das desigualdades sociais, na critica às relações de poder e na busca por soluções para os problemas sociais.

    Semana 20: A Antropologia no Século XXI: Desafios e Perspectivas

    • Tema: Desafios e perspectivas da antropologia no contexto contemporâneo: explorando a antropologia e a globalização, a antropologia digital, a antropologia crítica, os estudos pós-coloniais e o futuro da antropologia.
    • Destaques: A antropologia e a globalização, a antropologia digital, a antropologia crítica, os estudos pós-coloniais, a descolonização do saber, o futuro da antropologia, a antropologia como ferramenta para compreender os desafios do mundo contemporâneo, o papel da antropologia na construção de um futuro mais justo e sustentável.
    • Leituras:
      • Modernity and its Malcontents: Ritual and Power in Postcolonial Africa – J.L. Comaroff & J. Comaroff (Eds.) (1993) – Uma obra que analisa os impactos do colonialismo e da globalização na África, abordando as relações de poder, as formas de resistência e a construção da identidade em um contexto pós-colonial.
      • Orientalismo: O Oriente Como Invenção do Ocidente – Edward W. Said (1996) – Uma obra clássica que analisa o orientalismo, uma forma de dominação cultural que construiu uma visão estereotipada e preconceituosa do Oriente, abordando o papel do discurso e do poder na construção do conhecimento.
      • Imagined Communities: Reflections on the Origin and Spread of Nationalism – Benedict Anderson (1983) – Uma obra que analisa o nacionalismo como um fenômeno social e cultural, abordando a construção de comunidades imaginadas e a importância da cultura na formação da identidade nacional.
      • Antropología Feminista en Brasil?: Reflexiones y desafíos para un campo en construcción – Alinne de Lima Bonetti (2012) – Uma obra que analisa o desenvolvimento da antropologia feminista no Brasil, abordando as desigualdades de gênero, as relações de poder e os desafios para a construção de uma antropologia mais feminista e inclusiva.
    • Atividades:
      • Discussão: Abordaremos os desafios e as oportunidades da antropologia no século XXI, explorando as relações entre antropologia, globalização, tecnologia e cultura, e as novas formas de pesquisa e de produção de conhecimento em um contexto globalizado.
      • Análise: Analisaremos diferentes perspectivas sobre o futuro da antropologia, explorando a importância da antropologia crítica, dos estudos pós-coloniais, da descolonização do saber, e da construção de uma antropologia mais inclusiva, justa e sustentável.
      • Apresentação: Os alunos irão apresentar trabalhos sobre temas contemporâneos de interesse, explorando as aplicações da antropologia em diferentes campos do conhecimento e da sociedade.

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