Categoria: Política

As mediocracias negaram sempre as virtudes, as belezas, as grandezas; deram veneno a Sócrates; o madeiro a Cristo; o punhal a César; o desterro a Dante; o cárcere a Galileu; o fogo a Bruno. E, enquanto escarneciam desses homens exemplares, esmagando-os com a sua sanha ou armando contra eles algum braço enlouquecido, ofereciam o seu servilismo a governantes imbecis ou davam o seu ombro para sustentar as mais torpes tiranias. A um preço: que estas garantissem às classes fartas a tranquilidade necessária para usufruir seus privilégios.

O povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava. Muitos acreditaram seriamente estar vendo uma parada. Era um fenômeno digno de ver-se. O entusiasmo veio depois, veio mesmo lentamente, quebrando o enleio dos espíritos. Aristides Lobo. Diário Popular. Rio, 15/11/1889. Uma pequena antologia para ler e rir nervosamente. Buarque de Holanda: As […]