Categoria: Educação

Quem queira buscar além de um programa pré-estabelecido de ensino, conforme seus interesses e aplicações do conhecimento, deve-se assumir um papel de autodidata. Porém, há de se ponderar as limitações do autodidatismo, a distinção entre o aprendizado e a credencial.

Não há nem mesmo nada de certo a respeito da virtude, não sendo o mesmo gênero de virtude apreciado unanimemente. Também se diverge sobre o gênero de exercícios a praticar.

Não há dúvida de que, entre as coisas úteis, se deve começar aprendendo as necessárias, mas nem todas. Distinguem-se as profissões liberais das não liberais.

Deve-se limitar a educação àquelas cujo exercício não é aviltante, e considerar vis toda arte e toda ciência que tornam o corpo, a alma e a inteligência das pessoas livres incapazes para o exercício e para a prática da virtude.

Já pensou em ler mais de 6.000 páginas de 41 obras só para uma disciplina em um semestre da faculdade? O poeta e crítico literário britânico-americano W. H. Auden (1907-1973)  enquanto lecionou na Universidade do Michigan no ano acadêmico de 1941–1942 estabeleceu esta lista de leitura para a disciplina “Destino e o indivíduo na Literatura […]

As disciplinas pertencentes às artes liberais são sete. A primeira é a gramática, isto é, a perícia da eloquência. A segunda é a retórica, que é considerada especialmente necessária nas questões civis por causa do brilho e a abundância da eloquência. A terceira é a dialética, também chamada de lógica, que separa o verdadeiro do falso por meio de disputas sutis.
A quarta, aritmética, contém as relações e as divisões dos números. A quinta, a música, que compreende a poesia e o canto.
A sexta é a geometria, compreendendo as medições e dimensões da terra. A sétima é a astronomia, que contém as leis dos astros.