Peter Sloterdijk: transformação e antropotécnica

O filósofo alemão Peter Sloterdijk evita a construção de sistemas e prefere pensar por imagens, deslocamentos e experimentos conceituais. Em contraste com a tradição alemã de arquiteturas teóricas rigorosas, sua escrita assume a forma do ensaio. O modelo visa uma reflexão aberta, como em Friedrich Nietzsche e Michel de Montaigne. O rigor volta a atenção... Continuar Lendo →

Bruno Latour: ciência, redes e a modernidade que nunca existiu

A trajetória de Bruno Latour  (1947–2022) é inseparável de uma pergunta que ele nunca abandonou: como o conhecimento científico é produzido? Não no sentido filosófico clássico, que pergunta pelas condições lógicas da verdade, mas no sentido etnográfico, que pergunta o que os cientistas fazem, com quem se aliam, quais instrumentos mobilizam e por que certas... Continuar Lendo →

Fabritius: um diplomata brasileiro entre a Suécia, Rússia e Pérsia do século XVII

Ludvig Fabritius chegou acorrentado a Isfahan. O calor da Pérsia do século XVII lembrava sua terra nativa, Brasil. Esperto, pôs-se a vender remédios, mesmo sem falar a língua (e tampouco a medicina ou a farmacologia). Logo compraria sua alforria e viraria um diplomata a serviço da Suécia. Pouco conhecido pela historiografia brasileira, este personagem pícaro... Continuar Lendo →

A fantástica ordinária vida de Samuel Johnson

A figura de Samuel Johnson, central na vida intelectual inglesa do século XVIII, permite articular, em um mesmo quadro, literatura, medicina e imaginário religioso. Filho de um livreiro em Lichfield, Johnson ascende, após anos de precariedade em Londres, à posição de árbitro cultural — o chamado “ditador literário” de sua época —, consolidando-se como ensaísta,... Continuar Lendo →

A apoteose de don Pancho Ramos Mejía

Houve um tempo em que os homens acreditaram que o deserto podia ser um templo, e que a fronteira, esse fio de poeira que separava o mundo civilizado do indômito, podia tornar-se terra prometida. Francisco Hermógenes Ramos Mejía foi um desses homens. Nascido em Buenos Aires em 1773, filho de um comerciante que orbitava os... Continuar Lendo →

Hannah Arendt: humanidade e liberdade

Hannah Arendt (1906-1975) enfrentou o século XX questionando a política, a liberdade, o totalitarismo e as condições da vida humana. Embora seus trabalhos não constituam um sistema filosófico unificado, suas contribuições interdisciplinares permeiam a filosofia política, os estudos sobre o totalitarismo e a ética.

Anders Kempe: o soldado pacifista

Longe do lar na idílica Suécia, o artilheiro sentia cheiro de sangue, pólvora e madeira queimada. Anders Kempe (1622-1689) iniciou sua carreira como soldado, imerso nos horrores da Guerra dos Trinta Anos. Em um campo de batalha coberto pela neve, entre cadáveres calados e gemidos de dor, o soldado experimentou a primeira de suas visões.... Continuar Lendo →

Michel de Certeau: A poética do cotidiano

Michel de Certeau (1924-1986) foi o pensador das dinâmicas complexas entre poder, cultura e cotidiano. Historiador da terceira escola de Annalaes, filósofo, teólogo jesuíta e cofundador da Escola Freudiana de Paris, de Certeau navegou pela interdisciplinariedade e uma curiosidade insaciável pela alteridade. Para de Certeau, compreender o cotidiano era compreender a própria essência da inventividade... Continuar Lendo →

Charles Taylor: a filosofia da modernidade e da identidade

Em um tempo em que a filosofia frequentemente se especializa até o silêncio, Charles Taylor escolheu o caminho mais arriscado: falar da condição moderna como um todo. Não apenas de argumentos, mas de vidas. Não apenas de conceitos, mas de mundos morais. Professor emérito da Universidade McGill, em Montreal, Taylor construiu uma obra que atravessa... Continuar Lendo →

Iris Marion Young: justiça vivida

A filósofa e cientista política Iris Marion Young incorporou em sua vida conceitos sagazes e resiliência pessoal. 

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