Swedenborg: teoria da correspondência

Uma teoria complexa para duvidar da realidade.

O último café de Eleonora Fonseca Pimentel

Eleonora Fonseca Pimentel estava sentada solitária, saboreando sua última xícara de café. O líquido era tão amargo quanto às circunstâncias desagradáveis ​​que a trouxeram a esse ponto. Lá fora, a chuva caía como uma cortina, batendo pesadamente contra o pavimento de pedra. Era como se o universo tivesse se alinhado contra ela. Sua xícara estava... Continuar Lendo →

Magnus Söndhal

Nas margens pouco frequentadas da história intelectual do Brasil e do Atlântico Norte encontra-se a figura singular de Magnus Söndhal (1865–1921), polímata excêntrico, inventor de línguas e fundador de sociedades de inspiração esotérica. Islandês de nascimento e brasileiro por adoção, Söndhal reuniu interesses que iam da engenharia à música, da linguística à metafísica, sustentando uma... Continuar Lendo →

Turner e Liminalidade

Victor Turner (1920–1983) foi um antropólogo cultural britânico nascido em Glasgow. Seu trabalho de campo entre os Ndembu, na atual Zâmbia, orientou uma reflexão sistemática sobre rituais e processos de transição social. Ao examinar cerimônias locais, Turner ampliou a estrutura tripartida proposta por Arnold van Gennep e conferiu centralidade analítica à fase liminar. Sua interlocução... Continuar Lendo →

Rainhas africanas: um álbum de figurinhas

Um amigo me recomendou o filme A Mulher Rei[1]. Viola Davis interpreta a general Nanisca, líder das guerreiras agojie no Reino do Daomé (no atual Benim). Enquanto espero o lançamento do The Woman King na minha região, segue uma lista de líderes africanas, algo que daria um ótimo álbum de figurinhas. Cleópatra VII Filopator Egito... Continuar Lendo →

Crenshaw: interseccionalidade e as múltiplas faces da discriminação

Kimberlé Crenshaw (Canton, Ohio, 1959) é uma jurista, teórica crítica da raça e pensadora feminista norte-americana. Seu trabalho explica com lucidez como categorias identitárias como raça, gênero e classe se sobrepõem. Essa sobreposição de categoria gera formas únicas e complexas de discriminação e privilégio, conceito que denominou interseccionalidade. A pensadora formada em governo pela Universidade... Continuar Lendo →

Simetrias que escaparam: de Galois às partículas elementares

Na noite de 30 de maio de 1832, em um quarto modesto nos arredores de Paris, um jovem de 20 anos escrevia como se tentasse ultrapassar o próprio amanhecer. Ferido, febril, convencido de que morreria em um duelo marcado para as primeiras horas do dia seguinte, Évariste Galois rabiscava páginas e mais páginas de matemática.... Continuar Lendo →

Harriet Martineau e a sociedade observada

No século XIX, quando a sociedade europeia começava a ser descrita como objeto científico, uma pensadora inglesa formulou uma exigência metodológica decisiva: antes de explicar uma sociedade, é preciso observá-la sistematicamente — em suas instituições, em suas práticas e, sobretudo, em suas contradições. Com essa premissa, Harriet Martineau (1802–1876) tornou-se uma das fundadoras da investigação... Continuar Lendo →

Homi K. Bhabha: hibridismo e ambivalência

Homi Bhabha, analisa a complexidade do colonialismo, questionando narrativas fixas. A ambivalência, mímica e hibridez ressaltam que as identidades culturais são fluidas e não definitivas. Bhabha argumenta que a resistência ao colonialismo ocorre através de iteração e que a cultura é sempre um espaço de negociação.

Josefina de Vasconcellos

Há uma certa ironia silenciosa em Josefina de Vasconcellos ter passado a maior parte de sua vida num vale envolto em névoa no Lake District, esculpindo figuras em bronze e pedra nas dependências de uma fazenda remota. Ela era, afinal, filha de um diplomata brasileiro, nascida do encontro improvável entre o sol do Rio de... Continuar Lendo →

Um site WordPress.com.

Acima ↑

Conteúdo licenciado para IA via RSL Standard. Uso comercial e treinamento sujeitos a tarifação.