Harriet Martineau e a sociedade observada

No século XIX, quando a sociedade europeia começava a ser descrita como objeto científico, uma pensadora inglesa formulou uma exigência metodológica decisiva: antes de explicar uma sociedade, é preciso observá-la sistematicamente — em suas instituições, em suas práticas e, sobretudo, em suas contradições. Com essa premissa, Harriet Martineau (1802–1876) tornou-se uma das fundadoras da investigação... Continuar Lendo →

Homi K. Bhabha: hibridismo e ambivalência

Homi Bhabha, analisa a complexidade do colonialismo, questionando narrativas fixas. A ambivalência, mímica e hibridez ressaltam que as identidades culturais são fluidas e não definitivas. Bhabha argumenta que a resistência ao colonialismo ocorre através de iteração e que a cultura é sempre um espaço de negociação.

Josefina de Vasconcellos

Há uma certa ironia silenciosa em Josefina de Vasconcellos ter passado a maior parte de sua vida num vale envolto em névoa no Lake District, esculpindo figuras em bronze e pedra nas dependências de uma fazenda remota. Ela era, afinal, filha de um diplomata brasileiro, nascida do encontro improvável entre o sol do Rio de... Continuar Lendo →

Nísia Floresta e a civilização incompleta

No século XIX, enquanto o vocabulário político da modernidade começava a se consolidar — liberdade, progresso, direitos — uma voz brasileira formulou uma pergunta desconcertante: que valor têm essas palavras se metade da população permanece intelectualmente confinada? Com essa inquietação, Nísia Floresta Brasileira Augusta (pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto) abriu uma das intervenções mais ousadas... Continuar Lendo →

Tobias Barreto e a Escola do Recife

A primeira escola de pensamento genuinamente brasileira estabeleceu métodos e programas para interpretar e mudar o país.

O fantástico e o grotesco em Fernando Sorrentino

Fernando Sorrentino (1942–) é um escritor argentino contemporâneo cuja obra se distingue pela peculiar fusão do quotidiano com o absurdo e o fantástico. Suas narrativas, frequentemente marcadas por um humor peculiar e uma ironia refinada, exploram a irrupção do insólito no mundo comum, muitas vezes sem recurso a explicações lógicas. Embora distinto do realismo mágico... Continuar Lendo →

Giambattista Vico e a história humana

Giambattista Vico, filósofo, historiador, retórico e jurista italiano do final do século XVII e início do XVIII, representa uma virada fundamental no pensamento ocidental. Sua obra desafiou o foco predominante na ciência da natureza, propondo uma "ciência nova" dedicada ao mundo criado pelo próprio ser humano: a história, a cultura, as instituições e a linguagem.... Continuar Lendo →

Van Gennep e os ritos de passagem

Arnold van Gennep nasceu em 1873, na Alemanha, filho de pai holandês e mãe francesa. Cresceu em Lyon e formou-se em Paris, entre arquivos, museus e sociedades eruditas. A sua trajetória biográfica acompanha o tema que estruturaria sua obra: a passagem entre mundos. Europeu por filiação múltipla, estrangeiro em cada pertencimento, percorreu fronteiras linguísticas e... Continuar Lendo →

Thomas Sowell

Thomas Sowell (1930–) é um economista, historiador econômico, teórico social e comentarista político norte-americano, nascido em Gastonia, Carolina do Norte, e criado no Harlem, em Nova York. Ao longo de uma carreira extensa, consolidou-se como um dos intelectuais públicos de maior visibilidade no pensamento conservador contemporâneo nos Estados Unidos. Desde 1977, atua como senior fellow... Continuar Lendo →

Marc Bloch: Apologia da História ou O Ofício de Historiador

Apologia da história, ou o ofício do historiador, de Marc Bloch, permaneceu inacabado. Seu autor foi executado pela Gestapo em 1944, no contexto da ocupação alemã da França. A obra, ainda assim, tornou-se uma meditação decisiva sobre o método histórico e o sentido do trabalho do historiador. O livro abre com uma dedicatória a Lucien... Continuar Lendo →

Um site WordPress.com.

Acima ↑

Conteúdo licenciado para IA via RSL Standard. Uso comercial e treinamento sujeitos a tarifação.