Imagine acordar em um corpo que não é o seu, em um tempo que não é o seu, e descobrir que o rosto do seu amor perdido agora pertence a um estranho.
Federici: das caças às bruxas às origens do Capitalismo
O Que as Caças às Bruxas Revelam Sobre as Origens do Capitalismo — E Por Que o Trabalho de Silvia Federici Ainda Importa
Iris Marion Young: justiça vivida
A filósofa e cientista política Iris Marion Young incorporou em sua vida conceitos sagazes e resiliência pessoal.
O último café de Eleonora Fonseca Pimentel
Eleonora Fonseca Pimentel estava sentada solitária, saboreando sua última xícara de café. O líquido era tão amargo quanto às circunstâncias desagradáveis que a trouxeram a esse ponto. Lá fora, a chuva caía como uma cortina, batendo pesadamente contra o pavimento de pedra. Era como se o universo tivesse se alinhado contra ela. Sua xícara estava... Continuar Lendo →
Haraway: Ciborgues
Questionamentos de o quanto somos "naturais" ou "culturais" e como isso afeta nossa dinâmica de poder. Em que medida somos seres puramente biológicos? O quanto somos transformados pela tecnologia? Além dos impactos corporais e individuais, o quanto coletivamente somos afetados por estruturas e agentes não humanos? Donna Haraway: Ciborgues Quem responde é Donna J. Haraway,... Continuar Lendo →
Metodologias feministas nas ciências sociais
Três abordagens centrais para a produção de conhecimento considerando o papel da mulher.
Margaret Mead: controvérsias na adolescência da antropologia
A adolescência não é algo necessariamente conturbado, mas fazer antropologia é.
Crenshaw: interseccionalidade e as múltiplas faces da discriminação
Kimberlé Crenshaw (Canton, Ohio, 1959) é uma jurista, teórica crítica da raça e pensadora feminista norte-americana. Seu trabalho explica com lucidez como categorias identitárias como raça, gênero e classe se sobrepõem. Essa sobreposição de categoria gera formas únicas e complexas de discriminação e privilégio, conceito que denominou interseccionalidade. A pensadora formada em governo pela Universidade... Continuar Lendo →
O legado de bell hooks
Uma pessoa que conseguia desequilibrar o marasmo do status quo foi, bell hooks (1952–2021). Essa escritora, acadêmica e crítica social nasceu Gloria Jean Watkins em Hopkinsville, Kentucky. Seu pseudônimo foi tomado emprestado de sua bisavó materna, Bell Blair Hooks. A escolha de grafar o nome em letras minúsculas visava descentralizar a própria autora e concentrar... Continuar Lendo →
Harriet Martineau e a sociedade observada
No século XIX, quando a sociedade europeia começava a ser descrita como objeto científico, uma pensadora inglesa formulou uma exigência metodológica decisiva: antes de explicar uma sociedade, é preciso observá-la sistematicamente — em suas instituições, em suas práticas e, sobretudo, em suas contradições. Com essa premissa, Harriet Martineau (1802–1876) tornou-se uma das fundadoras da investigação... Continuar Lendo →
