O self ou o eu desconhecido

Perguntaram-me como traduzir a palavra self. A pessoa insistia que "eu" bastava. Não bastava, expliquei, porque o inglês fez daquilo um substantivo, uma coisa que se pega com a mão e se põe em cima da mesa para examinar, e o português nunca quis fazer o mesmo. Preferimos rodeios. Dizemos "o eu", "o sujeito", "si... Continuar Lendo →

A aporofobia sutil dos requisitos econômicos

Por que excluir os pobres do voto ou impor qualquer critério econômico para direitos básicos é um tiro no pé.

Povos da espadas: grupos étnicos descendentes de expedições militares

Como o ferro da guerra gerou identidades étnicas ao redor do mundo.

Susane Langer: Filosofia em nova chave

Como os símbolos nos faz comunicar e pensar.

O Algoritmo, o deus sistêmico

Como a atribuição de divindade a um passo-a-passo confude e tem consequências reais.

A língua gótica e o português

Quando se fala na formação do português, os olhos se voltam para o latim vulgar trazido pelos romanos, para a suavização céltica e para as marcas árabes deixadas durante a ocupação da Península Ibérica. Contudo, uma camada menos visível repousa sob essa superfície românica: a herança dos godos. Povo germânico oriental que, mais do que... Continuar Lendo →

Alusões a autores gregos no Novo Testamento

No Novo Testamento existem algumas citações colocadas na voz de Paulo, e uma em 2 Pedro, de autores gregos. Essas citações demonstram a familiaridade e o contato dos autores neotestamentários com a cultura helenista. Notoriamente, aparecem em contextos de mobilidade e diáspora, sinais de uma hermenêutica migrante.

Commedia dell’Arte!

Como um gênero cômico pastelão iniciou as séries modernas: improvisação, personagens fixos e espontaneidade.

Experimentos mentais

Como o pensamento é um potente laboratório.

A cacofonia do Transtorno do Processamento Auditivo

Bem que o mundo podia vir com subtítulos.

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