Última flor do Lácio, inculta e bela,És, a um tempo, esplendor e sepultura:Ouro nativo, que na ganga impuraA bruta mina entre os cascalhos vela... Amo-te assim, desconhecida e obscura,Tuba de alto clangor, lira singela,Que tens o trom e o silvo da procelaE o arroio da saudade e da ternura! Amo o teu viço agreste e... Continuar Lendo →
Estamos disponível em asturleonés!
Várias postagens do Ensaios e Notas estão disponíveis em língua asturleonesa no site https://astur-leones.com/ Esta doce língua do noroeste da península ibérica possui reconhecimento público variado na Espanha e em Miranda do Douro, em Portugal, sob a designação de mirandês. Estritamente, não é uma só língua, mas um conjunto de falares asturleoneses, com mais de... Continuar Lendo →
O quadrado semiótico de Greimas
Algirdas Julien Greimas ocupa posição central na consolidação da semiótica estrutural no século XX. Nascido em 1917, formou-se no ambiente intelectual do estruturalismo francês e desenvolveu uma teoria da significação que desloca o foco da análise de signos isolados para os processos que produzem sentido. Influenciado por Ferdinand de Saussure, Louis Hjelmslev e Claude Lévi-Strauss,... Continuar Lendo →
Koch: a coesão textual
Koch, Ingedore Grünfeld Villaça. A coesão textual. 17. Ed. São Paulo: Contexto, 2002. Um resumo em formato de esboço estrutural de um pequeno grande livro da linguística de texto. O QUE É LINGUÍSTICA TEXTUAL Surgida nos anos 1960 na Europa. Nos anos 1980 consolidam as teorias:Beaugrande e Dressler: critérios ou padrões de textualidade e do processamento... Continuar Lendo →
Diglossias: casos do grego e do norueguês
Tanto o grego moderno quanto o norueguês revelam casos marcantes de diglossia, conflito linguístico e processos de padronização, embora nasçam de histórias sociopolíticas distintas. Cada um demonstra como uma língua se molda por forças externas e internas, que se cruzam ao longo do tempo. O grego pertence ao ramo helênico da família indo-europeia, enquanto o... Continuar Lendo →
Nome das cores: suas origens
A etimologia das cores é um grande revelador da história de uma língua. Essa classe semântica, uma das mais básicas, registra transformações, trocas entre povos e muitas viagens. Adicionalmente, o mesmo objeto – o espectro das cores – possuem vários modos de ser divididos, conforme a percepção da comunidade cultural e até mesmo individual. Com... Continuar Lendo →
Os indoeuropeus da Anatólia
Os indoeuropeus da Anatólia representam o ramo mais antigo atestado da família linguística indoeuropeia a se separar do ancestral comum, e sua história é marcada pela construção de impérios, pela síntese cultural e, por fim, pela extinção. A Anatólia — correspondente à atual Turquia asiática — funcionou como uma ponte entre continentes e civilizações, e... Continuar Lendo →
Quanto tempo para aprender uma língua?
Aprender uma língua nova requer esforços, mas não leva tanto tempo.
Teorias orientadas ao leitor
E se o significado de uma obra literária não residisse apenas nas palavras impressas, mas emergisse na experiência dinâmica de quem a lê? Esta perspetiva transformadora impulsionou as Teorias da Recepção e da Resposta do Leitor, que revolucionaram os estudos literários ao colocarem o destinatário no centro da produção de sentido. Ao longo do século... Continuar Lendo →
Método Comparativo em Linguística
O método comparativo é uma técnica fundamental na linguística histórica usada para estabelecer relações entre diferentes línguas e reconstruir a língua ancestral da qual elas se originaram, conhecida como protolíngua. Ele se baseia na comparação sistemática de línguas relacionadas, buscando identificar e analisar palavras cognatas, paralelismos gramaticais e, em recentes estudos, similaridades semânticas. Cognatos: A... Continuar Lendo →
