Ao lermos uma história de Sherlock Holmes, participamos de um jogo familiar: seguimos as observações de Watson, examinamos as pistas apresentadas e aguardamos ansiosamente a revelação final de Holmes, que conecta os pontos de uma forma que nos escapou. A própria estrutura narrativa -- a apresentação do mistério, as deduções brilhantes, o contraste entre a... Continuar Lendo →
O Círculo Hermenêutico para leituras críticas
O Círculo Hermenêutico é uma maneira reflexiva de interpretar dados com base em outras informações. A hermenêutica é a arte e o método de interpretar significados expressos textualmente. Como disciplina, a hermenêutica estuda e sistematiza os processos para construção e justificação dos sentidos de um texto ou de um análogo ao texto (artefatos, cultura material, ritual, organização e outros).
Funções da linguagem e a construção do sentido para Jakobson
A questão de como a linguagem consegue transmitir ideias de maneira coerente tanto ao emissor quanto a sua audiência fascinou a filósofos, linguistas e psicólogos. Uma das mais célebres teorias da comunicação foi proposta pelo linguista Roman Jakobson (1896–1982). Coube a ele desenvolver uma teoria e método de crítica literária para narrativas e poesia conhecido... Continuar Lendo →
Umberto Eco: a criação do leitor modelo
Sua bagagem cultural e versatilidade fazem de Umberto Eco um exemplar romancista, cronista, crítico, semiótico, filósofo, medievalista, etc, etc, etc...Mas, há mais dele que mereça ser lido. À parte de suas obras de ficção (O nome da rosa a mais popularmente conhecida), algumas de suas obras de teoria da comunicação A Obra Aberta, O Papel... Continuar Lendo →
Ithkuil: um relato borgeano
O aposentado John Quijada passou as horas vagas de seus trinta anos como funcionário do departamento de trânsito de Sacramento, Califórnia elaborando com minúcias um idioma sem ambiguidade, polissemia, inexatidão, ilógica, redundância ou arbitrariedade. Com um inventário de 58 fonemas, a língua é facilmente pronunciada por falantes autóctones do tchetcheno, abcázio ou do !xóõ. [1]... Continuar Lendo →
Hjelmslev: glossemática
Louis Hjelmslev (1899–1965), linguista dinamarquês e principal nome da Escola de Copenhague, desenvolveu a glossemática como um programa radical de formalização da linguagem no interior do estruturalismo. Em continuidade — e, ao mesmo tempo, em reformulação — do modelo de Ferdinand de Saussure, Hjelmslev concebe o signo como articulação entre dois planos autônomos e estruturalmente... Continuar Lendo →
Hipótese Sapir-Whorf
As ideias de Edward Sapir (1884–1939) e Benjamin Lee Whorf (1897–1941) acerca do condicionamento recíproco entre a percepção e a linguagem e, consequentemente, com efeitos na cultura.
O Codex Copiale
O misterioso manuscrito criptografado de uma seita secreta da época do iluminismo finalmente decodificado. O livro -- sem figuras, cheio de sinais gregos, romanos e logogramas em 105 páginas lindamente encadernadas -- era um mistério. Ninguém sabia a língua, conteúdo, propósito e quem o fizera. As únicas palavras em caracteres latinos eram "Philipp 1866" e... Continuar Lendo →
Ordem sintática
A ordem das palavras nas línguas não é aleatória. A sintaxe segue padrões moldados pela combinação de restrições cognitivas, eficiência comunicativa e evolução histórica. Existem seis maneiras logicamente possíveis de organizar o sujeito (S), o verbo (V) e o objeto (O) numa frase, mas elas não ocorrem com a mesma frequência. As ordens SOV e... Continuar Lendo →
Distinção estoica entre Lógica e Linguagem
Os estoicos estabeleceram uma distinção rigorosa entre lógica e linguagem. Os demais temas de sua filosofia se organizavam de um lado ou de outro dessa separação. A lógica, entendida como ramo da filosofia, não se identificava com a análise linguística. A linguagem, composta de sons e enunciados, pertencia à física, isto é, ao domínio corpóreo.... Continuar Lendo →
