A Máquina do Mundo nos Lusíadas e Drummond

Imagine que alguém lhe oferecesse ver o universo inteiro de uma vez, com todas as suas engrenagens expostas, e você virasse as costas. Esse gesto de recusa é o coração do poema "A máquina do mundo", de Carlos Drummond de Andrade, publicado em Claro Enigma em 1951. Para compreendê-lo, é preciso entender o que ele... Continuar Lendo →

Elogio de língua portuguesa: um poema em duas línguas

Poema que se lê tanto em português quanto em latim.

A ampulheta

Um poema sobre o tempo perdido.

Invictus

Um poema que convida à coragem frente à adversidade. Seu autor, William Ernest Henley (1849-1903), sofreu de tuberculose óssea, o que o levou à amputação de sua perna esquerda abaixo do joelho aos 12 anos. Apesar de seus desafios físicos, Henley desenvolveu um amor pela literatura e começou a escrever poesia na adolescência. Henley tornou-se... Continuar Lendo →

Écloga IV de Virgílio: A écloga messiânica

O poema conta nascimento de um menino, um salvador, que – sendo divino – um dia governará o mundo. A recepção dos versos de Virgílio ganhou novos significados no cristianismo.

Matsuo Bashō: A estrada estreita para o Norte profundo

A obra de Matsuo Bashō ocupa um lugar singular na história literária do Japão. Vivendo entre 1644 e 1694, no contexto do período Edo, Bashō transformou uma forma poética até então considerada leve — o haikai no renga — em um veículo de profundidade estética e espiritual. Seu nome permanece associado sobretudo à forma breve... Continuar Lendo →

Neruda: dois poemas sobre saudade

Saudade é solidão acompanhada, é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já...

A Metamorfose ou Os Insetos Interiores ou O Processo

Notas de um observador: Existem milhões de insetos almáticos.Alguns rastejam, outros poucos correm.A maioria prefere não se mexer.Grandes e pequenos.Redondos e triangulares,de qualquer forma são todos quadrados.Ovários, oriundos de variadas raízes radicais.Ramificações da célula rainha.Desprovidos de asas,não voam nem nadam.Possuem vida, mas não sabem.Duvidam do corpo,queimam seus filmes e suas floras.Para eles, tudo é capaz... Continuar Lendo →

Poema dos burocratas

Poesia fazem entediados ibéricos barnabés poetas. Machado, o de Assis, o da Espanha, de Andrade, o Drummond, também o Mário, e o Oswald, além de Vinicius, Pessoa, Borges, Neruda, e outros amanuenses anônimos. Em versos, em rimas, em haikais, concretos, brancos, livres, para sobreviverem à sinecura.

Rainer Maria Rilke

Breve biografia e poema de Rilke

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