Saudade de onde ainda não estive

Digressões sobre Fernweh e da anemoia.

Mark Twain: A Oração de Guerra

Foi um momento de grande e exaltante excitação. O país estava em pé de guerra, a guerra continuava, em cada peito ardia o fogo sagrado do patriotismo… as reuniões de massa ouviam, ofegantes, a oratória patriota que agitava o mais profundo de seus corações, e que eles interrompiam em breves intervalos com ciclones de aplausos,... Continuar Lendo →

Sábato: Divulgação científica

A frustração de ter de simplificar coisas complexas, reduzindo-as a nada.

Borges: o livro

Dos vários instrumentos do homem, o mais surpreendente é, sem dúvida, o livro.

Sontag: Contra a Interpretação

Susan Sontag escreveu Contra a Interpretação [Against Interpretation] em 1964 com a convicção de que a crítica moderna havia se tornado refém de uma obsessão pelo significado. Para ela, essa busca incansável por “conteúdo” empobrece a experiência estética, anestesia o olhar e transforma a obra de arte em simples enigma a ser decifrado. Ao reconstruir... Continuar Lendo →

Sontag: Sobre a Fotografia

Susan Sontag abre o ensaio Sobre a Fotografia [On Photography], descrevendo a fotografia como um gesto de apropriação. Fotografar é tomar para si aquilo que se filma, estabelecer com o mundo uma relação que se confunde com saber e poder. Cada imagem funciona como experiência capturada, o instrumento ideal de uma consciência em disposição adquiridora.... Continuar Lendo →

Matsuo Bashō: A estrada estreita para o Norte profundo

A obra de Matsuo Bashō ocupa um lugar singular na história literária do Japão. Vivendo entre 1644 e 1694, no contexto do período Edo, Bashō transformou uma forma poética até então considerada leve — o haikai no renga — em um veículo de profundidade estética e espiritual. Seu nome permanece associado sobretudo à forma breve... Continuar Lendo →

A escalada da babaquice

A expansão do acesso à informação prometeu ampliar o horizonte crítico. O resultado seguiu outra direção. O excesso de dados dissolveu critérios de relevância e favoreceu um regime de pós-verdade, no qual a veracidade cedeu lugar à verossimilhança emocional. A informação deixou de orientar; passou a competir por atenção. A confiança nas instituições acompanhou esse... Continuar Lendo →

Pope: Ensaio sobre o homem

Notas de leitura Alexander Pope (1688–1744), poeta inglês, publicou An Essay on Man entre 1732 e 1734. A Epístola I aborda “Of the Nature and State of Man with Respect to the Universe” e funciona como prólogo dirigido a Bolingbroke, Henry St John, 1st Viscount Bolingbroke (1678–1751). O poema é escrito em dísticos heroicos, com... Continuar Lendo →

Quevedo: As profecias de Pero Grullo

Replicou o velho: -Este aqui anda cansando os mortos  aos diabos. Mas deixe disso e vamos ao que importa: sou Pedro e não Pedro Grullo, que tirando-e um d no nome me faz o santo fruto. É Deus verdade que quando disse Pero Grullo pareceu que via as asas. - Folgo-me de te conhecer-- repliquei -- És tu... Continuar Lendo →

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