O que é religião? Uma perspectiva multidisciplinar

A tentativa de definir “religião” é um dos desafios mais persistentes nas ciências humanas. Longe de ser um exercício meramente acadêmico, a questão toca no cerne de como diferentes tradições compreendem a si mesmas e como pesquisadores podem estudar fenômenos culturais sem impor categorias ocidentais sobre realidades não-ocidentais. Este ensaio examina as principais abordagens para definir religião — as perspectivas substantivas e funcionais — bem como alternativas conceituais que emergem de tradições não-ocidentais, questionando se o próprio termo “religião” é universalmente aplicável.

Definições substantivas: o conteúdo da religião

As definições substantivas concentram-se no conteúdo das crenças religiosas, particularmente na relação com o sobrenatural, o sagrado ou o transcendente. O antropólogo E. B. Tylor oferece talvez a mais concisa dessas definições: “crença em seres espirituais”. Aqui, a religião é identificada por aquilo em que se acredita — entidades ou forças que transcendem o mundo material ordinário.

Já o sociólogo Émile Durkheim, embora sua teoria seja mais complexa, oferece uma definição substantiva ao caracterizar religião como “um sistema unificado de crenças e práticas relativas a coisas sagradas, isto é, coisas separadas e proibidas — crenças e práticas que unem em uma única comunidade moral chamada Igreja todos aqueles que a elas aderem.” Para Durkheim, o núcleo substantivo é a dicotomia sagrado/profano, a separação entre o que é “posto à parte” e o ordinário.

Mircea Eliade expande essa perspectiva ao explorar a experiência do sagrado (hierofania) como encontro com o “totalmente outro”, uma realidade que irrompe no mundo profano e transforma a experiência humana. O sagrado, para Eliade, não é simplesmente uma categoria mental, mas uma dimensão da realidade que se manifesta em objetos, lugares e tempos específicos.

As definições substantivas têm a vantagem da clareza: permitem distinguir religião de outros fenômenos culturais. No entanto, enfrentam críticas significativas. Primeiro, pressupõem categorias como “sobrenatural” ou “sagrado” que podem não existir em todas as culturas. Segundo, excluem sistemas de crenças que não postulam seres espirituais mas que funcionam como religião em suas respectivas sociedades.


Definições funcionais: o papel da religião

As definições funcionais, por sua vez, identificam religião não pelo que ela é, mas pelo que ela faz — suas funções sociais e psicológicas. Esta abordagem emerge fortemente na sociologia e antropologia do século XX.

Durkheim, novamente, oferece insights fundamentais ao argumentar que a religião funciona para criar coesão social. Os rituais religiosos reforçam a solidariedade do grupo, reafirmam valores compartilhados e mantêm fronteiras sociais. A religião é, nesta perspectiva, a sociedade adorando a si mesma de forma transfigurada.

Paul Tillich define religião como “o estado de ser possuído por uma preocupação última, uma preocupação que qualifica todas as outras preocupações como preliminares e que contém em si a resposta à questão do significado da vida.” Aqui, a função é existencial: a religião fornece orientação fundamental e significado último.

Robert Bellah complementa essa visão ao definir religião como “um conjunto de formas e atos simbólicos que relacionam o homem às condições últimas de sua existência.” A ênfase recai sobre a função de mediar entre a experiência humana e questões fundamentais de existência, significado e morte.

Ernest Becker leva a perspectiva funcional ainda mais longe ao sugerir que a própria cultura é sagrada, pois é a ‘religião’ que assegura de alguma forma a perpetuação de seus membros. Nesta visão radical, qualquer sistema cultural que oferece significado e transcendência da mortalidade funciona como religião, tornando a distinção entre religioso e secular praticamente impossível.

As definições funcionais têm a vantagem de aplicabilidade transcultural e podem incluir fenômenos como o comunismo ou nacionalismos extremos, que funcionam como religiões seculares. Contudo, enfrentam o risco de se tornarem tão amplas que perdem poder analítico — se tudo que oferece significado último é religião, o conceito perde especificidade.


Dimensões psicológicas e experienciais

Entre as perspectivas substantivas e funcionais, encontramos definições que enfatizam a dimensão experiencial e psicológica da religião. Friedrich Schleiermacher localiza “a essência da religião no sentimento de dependência absoluta” — uma experiência afetiva primordial que precede formulações doutrinárias.

Ludwig Feuerbach, em contraste crítico, define religião como “um sonho, no qual nossas próprias concepções e emoções aparecem para nós como existências separadas, seres fora de nós mesmos.” Aqui, a religião é projeção psicológica, mas não deixa de ser uma categoria definível pela experiência subjetiva.

Immanuel Kant oferece uma perspectiva ético-religiosa: “Religião é o reconhecimento de todos os nossos deveres como comandos divinos.” Esta definição funde o funcional (orientação moral) com o substantivo (referência ao divino), mas situa a religião primariamente no domínio da consciência moral.

Funções identificadas: psicológicas e sociais

Independentemente da definição adotada, cientistas da religião identificam funções recorrentes da religião.

Psicologicamente, as religiões ajudam a enfrentar ansiedades fundamentais: a morte, o caos, a contingência da existência. Fornecem explicações para o sofrimento e oferecem esperança de transcendência ou resolução.

Os rituais religiosos — atos estilizados, repetitivos, realizados em tempos e lugares especiais — intensificam essas funções psicológicas. Através da separação entre sagrado e profano, os rituais criam espaços liminares onde transformações pessoais e coletivas podem ocorrer. Os ritos de passagem ajudam indivíduos a navegarem transições críticas: nascimento, puberdade, casamento, morte.

Socialmente, as religiões funcionam como mecanismos de controle social, estabelecendo normas de comportamento através de sanções sobrenaturais. Criam identidade coletiva, distinguindo o “nós” religioso do “eles” secular ou herético. Fornecem legitimação para estruturas de autoridade e hierarquias sociais. Textos sagrados e narrativas míticas estabelecem precedentes morais e exemplos de conduta virtuosa. Como observado nas notas, não importa se as histórias ocorreram literalmente — sua função é ilustrar modos corretos de pensamento e comportamento.


Além da dicotomia ocidental


A tensão entre definições substantivas e funcionais revela, em última análise, uma limitação mais profunda: ambas emergem de contextos intelectuais ocidentais e podem distorcer fenômenos culturais que não se encaixam nessas categorias.

Din no mundo islâmico

O conceito islâmico de din ilustra essa inadequação. Frequentemente traduzido como “religião”, din possui significado mais amplo e integrado. Refere-se simultaneamente a crença, prática, lei, ética e ordem social — uma maneira completa de viver que não separa o “religioso” do “secular” da forma como o Ocidente moderno faz.

O Alcorão, como mencionado nas notas, não apenas prescreve punições para crimes, mas orienta aspectos cotidianos como alimentação, negócios, relações familiares e higiene pessoal. Esta integralidade desafia a noção ocidental de religião como esfera separada da vida social. Din é, ao mesmo tempo, submissão a Deus (islam), caminho de vida correto (sharia) e comunidade de fé (umma).

Impor a categoria “religião” ao din pode obscurecer sua natureza holística, sugerindo uma separação entre fé privada e vida pública que é estranha à auto-compreensão islâmica tradicional.


O Caminho nas tradições budista e sínica

As tradições budista e sínica (chinesa) oferecem alternativas conceituais igualmente significativas. No budismo, o conceito central não é “crença em seres espirituais”, mas o Caminho (marga em sânscrito, dao em chinês quando adotado na China) — uma prática transformativa que leva ao despertar ou iluminação.

O budismo original de Siddharta Gautama era notavelmente agnóstico quanto a questões metafísicas sobre deuses, criação ou alma eterna. O Buda famosamente recusou-se a responder perguntas especulativas, focando-se nas Quatro nobres verdades e no Caminho Óctuplo como métodos práticos para cessar o sofrimento (dukkha). Esta ênfase em prática, transformação e experiência direta questiona definições substantivas que requerem crença em seres sobrenaturais. O Budismo pode ser mais bem compreendido como sistema soteriológico — caminho de salvação ou libertação — do que como religião no sentido ocidental convencional.

Na esfera sínica, o conceito de dao (道, caminho) permeia o Confucionismo, Daoismo e formas chinesas de Budismo. O dao não é um ser sobrenatural a ser adorado, mas uma ordem cósmica, um princípio harmonizante, um caminho de alinhamento entre humano e cosmos. Para o Confucionismo, o dao manifesta-se através da cultivo moral, rituais apropriados (li) e relações harmoniosas. Para o Daoismo filosófico, é o princípio inefável que subjaz e unifica todas as coisas, acessível através de não-ação (wu wei) e simplicidade natural.

Essas tradições desafiam a dicotomia sagrado/profano de Durkheim. O dao não está “separado e posto à parte” — está imanente em toda a existência. O cultivo espiritual não se opõe à vida ordinária, mas a permeia e transforma.


Outras alternativas conceituais

Poderíamos expandir ainda mais essa análise. Tradições indígenas africanas frequentemente não possuem palavra equivalente a “religião” porque não separam o “religioso” do restante da vida. Ancestralidade, comunidade, natureza e o sagrado formam um continuum integrado.

O hinduísmo é tão diverso que mal pode ser chamado de “uma religião” — é mais adequadamente compreendido como família de tradições que compartilham textos sagrados (Vedas), conceitos cosmológicos (karma, samsara, moksha) e práticas rituais, mas divergem radicalmente em teologia, filosofia e prática.

O xintoísmo japonês, com sua ênfase em kami (espíritos ou forças sagradas presentes na natureza), relações rituais com ancestrais e lugares, e estética da pureza, também resiste a categorização fácil como “religião” no sentido ocidental.

Implicações

O que esta diversidade de perspectivas revela? Primeiro, que “religião” é uma categoria historicamente contingente, emergindo de contextos cristãos europeus e posteriormente secularizados. Seu uso universal pode constituir uma forma de violência epistêmica, impondo categorias estranhas sobre fenômenos que se auto-compreendem de maneiras radicalmente diferentes.

Segundo, que talvez não possamos — e não devamos — buscar uma única definição universal de religião. Diferentes abordagens servem a diferentes propósitos analíticos. Definições substantivas são úteis para estudos comparativos de crenças cosmológicas. Definições funcionais iluminam papéis sociais e psicológicos. Conceitos alternativos (din, dao, dharma) respeitam a auto-compreensão de tradições específicas.

Terceiro, que o estudo da religião requer humildade epistêmica — reconhecimento de que nossas categorias analíticas são ferramentas imperfeitas, não espelhos da realidade. Como sugere a abordagem de relatividade cultural mencionada nas notas, práticas e crenças não devem ser avaliadas em termos de “correção” ou “sofisticação”, mas compreendidas em seus próprios termos e contextos.

Finalmente, a impossibilidade de uma definição satisfatória única não deve paralisar o estudo comparativo. Podemos estudar fenômenos familiares — rituais, mitos, experiências do sagrado, comunidades de prática, sistemas de significado último — através das culturas sem insistir que todos sejam instâncias de uma essência única chamada “religião”.

Talvez a melhor abordagem seja pluralista: reconhecer que diferentes tradições oferecem diferentes modos de relacionamento com o transcendente, o sagrado, o último ou o significativo. O termo “religião” permanece útil como categoria heurística — um conceito guarda-chuva para discussão inicial — desde que reconheçamos suas limitações e estejamos preparados para substituí-lo por conceitos mais específicos e culturalmente apropriados conforme aprofundamos nossa compreensão.

Kant, Durkheim, Tillich e outros ofereceram definições valiosas que iluminam aspectos importantes de certas tradições. Mas din, dao e outras alternativas nos lembram que a realidade humana é mais rica e diversa do que qualquer esquema conceitual único pode capturar. A sabedoria está em manter abertura para essa diversidade, usando nossas categorias analíticas como pontos de partida para conversação, não como prisões conceituais que limitam nossa compreensão do vastamente variado fenômeno da busca humana por significado, transcendência e conexão com o que quer que consideremos último.

SAIBA MAIS

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Atualizado em 16 de fevereiro de 2026.

Leonardo Marcondes Alves é pesquisador multidisciplinar, PhD pela VID Specialized University, Noruega.


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Na referência:

ALVES, Leonardo Marcondes. O que é religião: uma perspectiva multidisciplinar. Ensaios e Notas, 2026. Disponível em: https://ensaiosenotas.com/2026/02/16/o-que-e-religiao-uma-perspectiva-multidisciplinar/. Acesso em: 16 fev. 2026.

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