Ibsen: Um Inimigo do Povo

A peça expõe tensões que permanecem desconfortavelmente atuais. O choque entre verdade e interesse coletivo mostra como fatos se tornam politicamente inconvenientes. A regra da maioria, pilar da democracia liberal, surge como força potencialmente opressiva quando movida por medo, conveniência ou autoengano. A opinião pública não garante justiça; pode ser apenas a forma organizada da covardia.

Peer Gynt: Grieg e Ibsen

Uma das mais belas músicas de fundo do anti-herói noruguês.

Esperando Godot

É absurda a espera, mas no indefinido reside a esperança.

A tragédia de Medeia em um ato

Um conto sobre um ensaio acerca dessa tragédia de Eurípedes publicado na revista @ahoradaescrita

Oração fúnebre a Júlio César

Na peça de Shakespeare, Marco Antônio tem a permissão de Bruto para fazer as elegias a Júlio César mas sem que o implicasse no assassinato. Com sarcasmo usa as justificativas dos conspiradores para denunciar os inimigos da república.

As Bacantes: A tragédia de Eurípides e a dualidade do sagrado

Em algum momento próximo do fim do século V a.C., Atenas cambaleava sob o peso da guerra e da desilusão. O dramaturgo Eurípides, já exilado voluntário na corte da Macedônia, compunha sua derradeira tragédia. As Bacantes é ao mesmo tempo testamento e desconcerto. Superava a impressão superficial de que se tratava de um drama sobre... Continuar Lendo →

Ésquilo: drama moral

O corpus dramático de Ésquilo situava‑se no limiar entre mito, ritual e reflexão política, assumindo uma forma inaugural de investigação moral. Escrevendo no início do século V a.C., após as Guerras Médicas e durante a consolidação das instituições atenienses, o autor transformou materiais míticos herdados em um meio para examinar tensões fundamentais da existência humana:... Continuar Lendo →

Eurípedes

As peças de Eurípides foram apresentadas no ocaso do século V, quando Atenas consumia sua energia nas pedras de Siracusa. Atuando nas bordas de uma cidade em crise, o poeta reconduziu a tragédia da fatalidade heroica para o campo instável da interioridade. Apresentou o indivíduo dividido entre reflexão e impulso. Suas peças preservadas — Medeia, Electra, Orestes, Hipólito, As Troianas, As... Continuar Lendo →

Aristófanes: a comicidade da vida

O universo cômico de Aristófanes situava‑se no epicentro da crise, da irreverência e da reinvenção utópica, em uma forma agressiva de intervenção cívica. Escrevendo entre os estertores das Guerras do Peloponeso e o desgaste das certezas democráticas atenienses, o autor transformou a risada pública em instrumento de análise política, levando ao palco as contradições de... Continuar Lendo →

O teatro de Molière

O teatro de Molière, pseudônimo de Jean-Baptiste Poquelin, foi o auge classicismo francês do século XVII, sob a proteção de Louis XIV. Nesse época de centralização política, pela hegemonia católica e pela vida cortesã, a comédia assumiu uma função que ultrapassou o entretenimento. Tornou-se forma de exame moral. Molière escreveu, encenou e atuou em suas... Continuar Lendo →

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