O signo: elementos semióticos de Peirce

A distinção entre ícone, índice e símbolo proposta por Peirce.

Benveniste e a palavra em ação

Émile Benveniste, embora talvez menos conhecido que Ferdinand de Saussure, foi um dos grandes pioneiros da linguística cuja obra expandiu profundamente a herança saussuriana. Benveniste avançou em questões sobre a subjetividade, o discurso e a intrínseca relação entre linguagem e cultura, consolidando seu lugar como um dos maiores pensadores da linguagem do século XX. Nascido... Continuar Lendo →

Sociolinguística e as variações

A sociolinguística pode ser definida como o estudo das relações entre língua e sociedade em ato de comunicação. Trata-se de um campo interdisciplinar que mobiliza métodos da linguística, da antropologia, da sociologia e da geografia, voltado para temas como variação e mudança linguística, poliglossia, contato entre línguas, línguas minoritárias e políticas linguísticas, conforme sistematizado por... Continuar Lendo →

Ithkuil: um relato borgeano

O aposentado John Quijada passou as horas vagas de seus trinta anos como funcionário do departamento de trânsito de Sacramento, Califórnia elaborando com minúcias um idioma sem ambiguidade, polissemia, inexatidão, ilógica, redundância ou arbitrariedade. Com um inventário de 58 fonemas, a língua é facilmente pronunciada por falantes autóctones do tchetcheno, abcázio ou do !xóõ. [1]... Continuar Lendo →

Hjelmslev: glossemática 

Louis Hjelmslev (1899–1965), linguista dinamarquês e principal nome da Escola de Copenhague, desenvolveu a glossemática como um programa radical de formalização da linguagem no interior do estruturalismo. Em continuidade — e, ao mesmo tempo, em reformulação — do modelo de Ferdinand de Saussure, Hjelmslev concebe o signo como articulação entre dois planos autônomos e estruturalmente... Continuar Lendo →

Hipótese Sapir-Whorf

As ideias de Edward Sapir (1884–1939) e Benjamin Lee Whorf (1897–1941) acerca do condicionamento recíproco entre a percepção e a linguagem e, consequentemente, com efeitos na cultura.

Distinção estoica entre Lógica e Linguagem

Os estoicos estabeleceram uma distinção rigorosa entre lógica e linguagem. Os demais temas de sua filosofia eram organizados de um lado ou de outro dessa separação. A lógica, entendida como ramo da filosofia, não se identificava com a análise linguística. A linguagem, composta de sons e enunciados, pertencia à física, isto é, ao domínio corpóreo.... Continuar Lendo →

A diferença entre ciências sociais e humanidades

Um convite à reclassificação das ciências dos fenômenos humanos.

Giuseppe Peano e a ambição de fundar o infinito

O que acontece quando um matemático decide que nada deve ser aceito sem definição — nem mesmo o número 1? No fim do século XIX, enquanto a matemática se expandia em todas as direções, um professor de Turim trabalhava no movimento oposto: reduzir, clarificar, reconstruir desde a base. Giuseppe Peano (1858–1932) não foi apenas um... Continuar Lendo →

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