A astronomia, na virada do século XVIII, já era uma ciência de instrumentos. Sem telescópio, sem relógio astronômico, sem quadrante, não havia observação. Sem observação, não havia dados. Sem dados, não havia ciência; apenas especulação. E Suárez, missionário em uma redução jesuítica, tinha duas opções: aceitar que o conhecimento celeste lhe chegaria sempre já mastigado,... Continuar Lendo →
O gabinete de curiosidades: o quarto das maravilhas
Como a coleção de artefatos raros iluminou a imaginação moderna.
A independência do conhecimento científico
A astronomia e a geodésia japonesa demonstram que a validade do conhecimento científico não depende de gostos e opiniões.
Ciência e misticismo na alvorada da modernidade
Na narrativa mítica popular a ciência moderna nasceu quando o Ocidente abandonou a magia, a astrologia e a alquimia, trocando o oráculo pelo laboratório e o símbolo pela equação. Essa narrativa, porém, é retrospectiva de uma ficção que simplifica um passado muito mais ambíguo. O problema de delimitação na ciência é antigo. Os mesmos homens... Continuar Lendo →
Galileu: Sidéreus Nuncius
Publicado em Veneza, em 13 de março de 1610, o Sidereus Nuncius consolidou um momento decisivo na história do conhecimento ao reunir, em forma breve, resultados obtidos com um instrumento recente: o telescópio. A obra apresentou observações que deslocaram a astronomia do campo especulativo para um regime baseado na visibilidade técnica. O título latino admite... Continuar Lendo →
Réquiem para o Museu Nacional
O triste fim de um patrimônio da humanidade
Leeuwenhoek e Hook: pioneiros da microscopia
Com que frequência vaguei maravilhado com as obras do Criador Todo-Poderoso, descobertas através do meu microscópio. - Antonie van Leeuwenhoek O século XVII marcou uma revolução silenciosa, não de coroas e exércitos, mas de lentes e luz. Debaixo dos olhos de todos, dois cientistas descobriram independentemente universos ocultos na banalidade do quotidiano. Eram eles o... Continuar Lendo →
A Descoberta do Fósforo
O alquimista alemão Hennig Brand em 1669 sequer imaginava que estaria extinguindo a alquimia para dar luz para química moderna. Brand, um ex-mercador, buscava a lendária Pedra Filosofa. Essa era a substância mítica que prometia transformar metais comuns em ouro e conceder a imortalidade. No entanto, em sua busca por esse elusivo catalisador da perfeição... Continuar Lendo →
