A tragicomédia Tu, o vivente (minha tradução par o título original sueco Du levande, no título original sueco) é um tanto absurda. Dirigida em 2007, por Roy Andersson, foi a segunda parte da trilogia “Vivente”, após “Canções do segundo andar”.

Em vez de seguir um enredo único e linear, o filme se desenrola como uma série de mais de cinquenta vinhetas com conexões sutis. O humor irrisível (existe isso?) vem do ridículo. As cenas se passam na cidade sueca fictícia de Lethe. Vila monótona e de cores desbotadas. Nela, um elenco de personagens comuns, com frequência melancólicos, vivem um cotidiano sem sentido.
As vinhetas retratam a desesperança silenciosa e o absurdo da modernidade. Minha cena favorita é a de um carpinteiro que pretende realizar o truque da toalha de mesa, puxando-a e mantendo toda a louça intacta.
As consequências são graves. Mas não se preocupe. Um burocrata, ao executar a sentença, consola com algo como “tente pensar em outra coisa”. A ideia é provocar, pois qualquer pequeno erro pode arruinar toda a vida.

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