A antropologia jurídica examina como diferentes sociedades resolvem conflitos e crimes, utilizando critérios como formalização e poder.
O paradoxo do justiceiro
Se o justiceiro apregoa "bandido bom é bandido morto" e incitar ao crime em si é crime, quem matará o justiceiro? Determina o Código Penal (Decreto Lei nº 2.848/1940): Art. 121. Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte anos. Art. 286 - Incitar, publicamente, a prática de crime: Pena - detenção, de três... Continuar Lendo →
Ésquilo: drama moral
O corpus dramático de Ésquilo situava‑se no limiar entre mito, ritual e reflexão política, assumindo uma forma inaugural de investigação moral. Escrevendo no início do século V a.C., após as Guerras Médicas e durante a consolidação das instituições atenienses, o autor transformou materiais míticos herdados em um meio para examinar tensões fundamentais da existência humana:... Continuar Lendo →
Eurípedes
As peças de Eurípides foram apresentadas no ocaso do século V, quando Atenas consumia sua energia nas pedras de Siracusa. Atuando nas bordas de uma cidade em crise, o poeta reconduziu a tragédia da fatalidade heroica para o campo instável da interioridade. Apresentou o indivíduo dividido entre reflexão e impulso. Suas peças preservadas — Medeia, Electra, Orestes, Hipólito, As Troianas, As... Continuar Lendo →
Sófocles
A arte trágica de Sófocles cristalizou‑se nas décadas de ferro da experiência ateniense, quando as certezas arcaicas cediam lugar a uma investigação implacável sobre o caráter humano sob pressão. Vivendo entre a ascendência imperial e as convulsões da Guerra do Peloponeso, o poeta deslocou o eixo da tragédia do ritual coletivo para a ética individual... Continuar Lendo →
Crueldade e beleza
E se o belo deixasse de ser o receptáculo do bom? E se a beleza, aquela que nos tira o fôlego, fixa o olhar e perdura séculos após sua criação, pudesse brotar do mesmo solo que nutre a crueldade? Como regra oculta, como lógica perversa da criação. Artemisia Gentileschi viveu essa dor. Em vez de... Continuar Lendo →
