Susane Langer: Filosofia em nova chave

Como os símbolos nos fazem comunicar e pensar.

O último café de Eleonora Fonseca Pimentel

Eleonora Fonseca Pimentel estava sentada solitária, saboreando sua última xícara de café. O líquido era tão amargo quanto às circunstâncias desagradáveis ​​que a trouxeram a esse ponto. Lá fora, a chuva caía como uma cortina, batendo pesadamente contra o pavimento de pedra. Era como se o universo tivesse se alinhado contra ela. Sua xícara estava... Continuar Lendo →

Enheduana: autora, sacerdotisa e exilada

A mais antiga obra autoral conhecida

Harriet Martineau e a sociedade observada

No século XIX, quando a sociedade europeia começava a ser descrita como objeto científico, uma pensadora inglesa formulou uma exigência metodológica decisiva: antes de explicar uma sociedade, é preciso observá-la sistematicamente — em suas instituições, em suas práticas e, sobretudo, em suas contradições. Com essa premissa, Harriet Martineau (1802–1876) tornou-se uma das fundadoras da investigação... Continuar Lendo →

Josefina de Vasconcellos

Há uma certa ironia silenciosa em Josefina de Vasconcellos ter passado a maior parte de sua vida num vale envolto em névoa no Lake District, esculpindo figuras em bronze e pedra nas dependências de uma fazenda remota. Ela era, afinal, filha de um diplomata brasileiro, nascida do encontro improvável entre o sol do Rio de... Continuar Lendo →

Nísia Floresta e a civilização incompleta

No século XIX, enquanto o vocabulário político da modernidade começava a se consolidar — liberdade, progresso, direitos — uma voz brasileira formulou uma pergunta desconcertante: que valor têm essas palavras se metade da população permanece intelectualmente confinada? Com essa inquietação, Nísia Floresta Brasileira Augusta (pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto) abriu uma das intervenções mais ousadas... Continuar Lendo →

Teresa Margarida da Silva e Orta e a inauguração do romance

A historiografia literária de língua portuguesa encontra em Teresa Margarida da Silva e Orta (1711–1793) um marco de transição e ruptura. Nascida em São Paulo, no Brasil Colônia, e radicada em Portugal, Orta pode ser reconhecida como a primeira mulher a escrever um romance no idioma. Sua Aventuras de Diófanes, publicada inicialmente sob o título... Continuar Lendo →

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