O século XVII ensina que a democracia foi construída gradualmente por pessoas que experimentaram, erraram e aprenderam com o trauma. Dissidentes religiosos arriscaram suas vidas para viver de outra maneira. Comerciantes buscaram participar das decisões políticas. Filósofos tentaram aplicar o rigor intelectual à política.
Ciência e misticismo na alvorada da modernidade
Na narrativa mítica popular a ciência moderna nasceu quando o Ocidente abandonou a magia, a astrologia e a alquimia, trocando o oráculo pelo laboratório e o símbolo pela equação. Essa narrativa, porém, é retrospectiva de uma ficção que simplifica um passado muito mais ambíguo. O problema de delimitação na ciência é antigo. Os mesmos homens... Continuar Lendo →
Viagens planetárias: uma genealogia
A aspiração humana por asas representa uma constante antropológica, uma tensão permanente entre a nossa biologia terrestre e a vastidão do cosmos. Muito antes de o primeiro motor de combustão romper a barreira do som, a mente humana já havia colonizado a Lua e estabelecido impérios em Marte. Esta pré-história da exploração espacial revela que... Continuar Lendo →
1750: década mirabilis
A década de 1750 foi um salto na história mundial. Nela convergiram a aceleração do Iluminismo, o início da Revolução Industrial e a eclosão dos primeiros conflitos de dimensão verdadeiramente global. Transformações intelectuais, científicas, políticas, econômicas e militares alteraram as bases da civilização europeia e de seus impérios ultramarinos. O período marcou uma mudança na... Continuar Lendo →
A aviação antes do avião
A história da aviação não começa nos hangares de metal do século XX, (nem com Santos-Dumont, tampouco com os irmãos Wright) mas no abismo que separa o desejo da gravidade. Voar, antes de ser um problema de sustentação, foi uma questão de teologia e poética. Dos registros semilendários do Imperador Shun na China — o... Continuar Lendo →
A invenção da Incógnita: como a álgebra transformou o pensamento
O mundo antes do x Imagine que alguém lhe diga:“Uma coisa, somada à sua metade, resulta em dez. Que coisa é essa?” Agora veja a mesma questão assim: x + x/2 = 10 O problema é idêntico. Mas a experiência mental não é. No primeiro caso, estamos presos à narrativa: “uma coisa”, “sua metade”, “resulta”.... Continuar Lendo →
