Gêneros textuais acadêmicos: o esquema

O esboço esquemático, hoje conhecido sobretudo pelo termo inglês outline, é um gênero intelectual que coloca na ponta do lápis uma lista de coisas estruturadas. O esboço, um esqueleto de ideias, emergiu de práticas sucessivas de ordenação do pensamento. Ninguém sabem quem esboçou primeiro, mas certamente foi desenvolvido em diferentes contextos históricos, pedagógicos e materiais.... Continuar Lendo →

Falácias sobre educação clássica e a necessidade das artes liberais

Por que o modelo rígido de uma suposta 'educação clássica' é uma falácia histórica? Artes liberais modernas vão além do trivium e quadrivium, integrando raciocínio crítico, pensamento sistêmico e ética tecnológica para formar cidadãos livres e preparados para os desafios existenciais comuns,.

História da educação na Antiguidade: Jaeger e Marrou

A história da educação na Antiguidade encontra seus pilares em duas obras monumentais do século XX: Paideia, de Werner Jaeger, e Histoire de l'éducation dans l'Antiquité, de Henri-Irénée Marrou. Embora compartilhem o objeto de estudo, as obras divergem profundamente em método, escopo e intenção filosófica. Jaeger, expoente da filologia alemã, enxerga a educação como a... Continuar Lendo →

Nísia Floresta e a civilização incompleta

No século XIX, enquanto o vocabulário político da modernidade começava a se consolidar — liberdade, progresso, direitos — uma voz brasileira formulou uma pergunta desconcertante: que valor têm essas palavras se metade da população permanece intelectualmente confinada? Com essa inquietação, Nísia Floresta Brasileira Augusta (pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto) abriu uma das intervenções mais ousadas... Continuar Lendo →

Nada de novo nos bancos escolares

A aula expositiva na universidade medieval.

Livros do currículo medieval das Artes Liberais

As Artes Liberais medievais surgiram em mosteiros e escolas de catedrais para depois estabecelerem-se nas nascentes universidades. O erudito Paul Abelson pesquisou o currículo e os livros-textos utilizados por cerca de mil anos da Idade Média europeia ocidental. Essa lista exaustiva extraída de sua tese e posterior livro publicado (1906) cobre obras usada em diversas... Continuar Lendo →

Lista de leitura de Oxford medieval

As obras prescritas em Oxford em 1267 eram as seguintes: Lógica Antiga (Vetus Logica): Porfírio, "Isagoge"; as "Categorias" e "Da Interpretação" (De Interpretatione) de Aristóteles; e os "Seis Princípios" (Sex Principia) de Gilberto de la Porrée, duas vezes; as obras de Lógica de Boécio (exceto "Tópicos", livro IV), uma vez. Lógica Nova (Nova Logica): Aristóteles,... Continuar Lendo →

Lista de leitura da Universidade de Paris medieval

Com base nos estatutos e regulamentos originais (extraídos do Chartularium Universitatis Parisiensis e outros registros), listamos as leituras obrigatórias e o currículo da Universidade de Paris na Idade Média. As listas de leituras mais detalhadas aparecem na Faculdade de Artes (a faculdade básica). A Teologia tem regras mais procedimentais, centradas na Bíblia e nas Sentenças... Continuar Lendo →

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