Harriet Martineau e a sociedade observada

No século XIX, quando a sociedade europeia começava a ser descrita como objeto científico, uma pensadora inglesa formulou uma exigência metodológica decisiva: antes de explicar uma sociedade, é preciso observá-la sistematicamente — em suas instituições, em suas práticas e, sobretudo, em suas contradições. Com essa premissa, Harriet Martineau (1802–1876) tornou-se uma das fundadoras da investigação... Continuar Lendo →

Adam Smith: A divisão do trabalho

Um dos trechos de umas obras clássicas da economia e sua hermenêutica apropriada.

O Mandarim

No fundo da China existe um mandarim mais rico que todos os reis de que a fábula ou a história contam. Dele nada conheces, nem o nome, nem o semblante, nem a seda de que se veste. Para que tu herdes os seus cabedais infindáveis, basta que toques essa campainha, posta a teu lado, sobre um livro. Ele soltará apenas um suspiro, nesses confins da Mongólia. Será então um cadáver: e tu verás a teus pés mais ouro do que pode sonhar a ambição de um avaro. Tu, que me lês e és um homem mortal, tocarás tu a campainha?

Correntes de Teoria Econômica

Há algo de desconfortável em admitir que não sabemos exatamente como funciona a economia. Não no sentido técnico — os modelos estão aí com suas equações elegantes —, mas no sentido mais antigo e humano: o de que, diante de uma crise financeira, de uma política de distribuição de renda ou da revolução das inteligências... Continuar Lendo →

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