Conhecimento tácito: Michael Polanyi

Sabemos mais do que podemos dizer — Michael Polanyi

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Michael Polanyi (1891-1976) foi um físico-químico brilhante, pesquisando em Berlim e depois na Universidade de Manchester. Nos anos 1950 iniciou uma inquirição sobre o conhecimento científico e o conhecimento em geral. Opondo-se ao pressuposto de que a ciência é puramente “neutra” ou “objetiva”, Polanyi defendia a legitimidade do “conhecimento pessoal”. O conhecimento pessoal é formado pela participação e é expresso além dos limites da linguagem.

A verbosidade (mais de 400 páginas!) do livro Personal Knowledge [Conhecimento Pessoal, 1958], Polanyi contrasta com seu principal argumento: o conhecimento vai além daquele comunicável em palavras.

Desenvolvendo o conceito de conhecimento tácito posteriormente em um livro de 1966, Polanyi salientou que esse conhecimento não é reduzido a proposições. O saber-fazer implica em dominar processos e é adquirido por socialização (observação e participação).

Polanyi dá como exemplos andar de bicicleta e o reconhecimento de faces. Nota também que não só crianças e artistas aprendem na prática por participação, mas igualmente esse aprendizado por observação ocorre entre cientistas e filósofos. Trata-se de um conhecimento experiencial, difícil de transmissão. No entanto, torna-se visível pela sua execução.

O conhecimento tácito é importante por constituir um ponto comum para discussões daquilo que parcialmente sabemos. Embora as experiências sejam limitadas de mesmo modo, há dimensões de conhecimento que somente são frutíferas suas discussões se convencionada sua existência. Assim, a imaginação e a intuição passam a ser fontes de conhecimento, ainda que sujeitas às validações.

As argutas observações de Polanyi foram assimiladas por teólogos (ele apresentou-as nas palestras Gifford sobre religião e ciência), pensadores pós-modernos, filósofos da ciência e críticos da confiança na tecnologia e no cientificismo.

Diante de uma massa de conhecimento tácito, caberia ao cientista e ao filósofo reconhecer essas dimensões implícitas ou tácitas. Esse conhecimento é expresso de modo performativo. Por essa razão, o reconhecimento público das experiências como fontes válidas deveriam ser traduzidas em exames de competências.

Junto de Polanyi, o conhecimento de conhecimento tácito de Gilbert Ryle e as limitações da linguagem na epistemologia do segundo Wittgenstein servem de crítica à racionalidade descontextualizada. Contudo, essa crítica não deve ser cooptada para o obscurantismo. Em tempos quando a privação relativa do conhecimento levam aos impactos públicos da pseudociência, teorias da conspiração e de um populismo diletante. Ao contrário disso, a crítica desses pensadores do pós-guerra consideravam a complexidade do conhecimento. Valores e “fatos” não poderiam ser desassociados em nome de uma suposta objetividade.

Diante do conhecimento que não se consegue expressar, não cabe o desprezo, mas sua admiração.

Saiba Mais

Gill, Jerry H. The tacit mode: Michael Polanyi’s postmodern philosophy. Suny Press, 2000.

Mitchell, Mark T. Michael Polanyi: The art of knowing. Wilmington, DE: ISI Books, 2006.

Polanyi, Michael. Personal Knowledge: Toward a PostCritical Philosophy. Chicago: University of Chicago Press, 1958.

Polanyi, Michael. The Tacit Dimension.  Doubleday & Co, 1966.

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