A teoria da memória cultural de Jan Assmann transformou a arqueologia, os estudos bíblicos e a história das religiões ao deslocar o foco do passado factual para o passado lembrado e socialmente eficaz.
Os feudos prazeiros de Moçambique
No vale do Zambeze durante a colonização portuguesa, os prazos evoluíram de concessões de terra para microestados militarizados, governados por chefes afro-portugueses.
Relações Parassociais: vínculos unilaterais na cultura midiática
O fenômeno das relações parassociais, o vínculo unidirecional entre usuários e figuras midiáticas, envolve solidão e similaridade. Possuem efeitos psicológicos positivos e negativos, influenciando comportamentos e escolhas. A amplificação digital, por sua vez, intensifica a sensação de proximidade.
Defesa de Doutorado
O Centre for World Christianity and Religion (CWCR) da VID Specialized University divulgou oficialmente a minha aula probatória e defesa pública de doutorado referentes à tese “The Word on the Move. Migration and Bible Hermeneutics among Latin Pentecostals in the Nordic Countries” (A Palavra em Movimento: migração e hermenêutica bíblica entre os pentecostais latinos nos... Continuar Lendo →
A virada ontológica na antropologia
A virada ontológica na antropologia desafia o relativismo cultural: existem múltiplos "multiversos" com suas próprias ontologias. A dicotomia natureza/cultura é simplista, enquanto a prática etnográfica deva reconhecer as diversas realidades e perspectivas dos povos.
As múltiplas cosmologias gregas
A cultura grega abrigava múltiplas cosmogonias: as visões míticas de Hesíodo (luta divina) e dos Órficos (Ovo Cósmico), as abordagens filosóficas que buscavam a verdade em princípios abstratos e nas emanações dualísticas (gnosticismo). O cosmos grego era tudo, menos um consenso.
Solidão epistêmica: o saber conectado ainda que incompartilhável
Um dos efeitos colaterais de ser inteligente acerca de alguma coisa.
Seduzidos pelo luxo
Por Marissa Gorberg* Théophile Alexandre Steinlen, Aux vrais pauvres - Les mauvais riches, litografia, 1894. Contrariando a máxima do carnavalesco Joãozinho 30, segundo a qual “quemgosta de miséria é intelectual”, o antropólogo Michel Alcoforado adotou como objeto deestudo o modo de viver de pessoas endinheiradas. De forma análoga ao que fez ojornalista norte-americano Truman Capote... Continuar Lendo →
Clair de lune: Verlaine e Debussy
A tristeza bela em poesia e música
O escape para a imortalidade
O Imperador não escapa da morte, enquanto Xu Fu escapa do Imperador
