Beethoven: Sonata ao luar

Sonata para piano n.º 14, Op. 27 n.º 2, Beethoven

No começo do século XIX, Beethoven acostumava a passar temporadas na casa do janeiro do castelo de Unterkrupa, pertencente à família austro-húngara Brunsvik. Cercado pela beleza dessa área hoje na Eslováquia, compôs a sonata quasi una fantasia, mais tarde dedicada à sua aluna condessa Julie Guicciarde (seria sua Amada Imortal?). Logo, a sonata tornou-se popular e atencedeu o romantismo. É a música de uma saudade gostosa.

A sonata expressa uma emoção nostálgica. Suas harmonias delicadas e mudanças sutis no andamento remetem a um clima tranquilo e contemplativo, daí a designação póstuma de sonata ao luar. A sonata possui um melodia que prende por sua beleza. Sua tonalidade de dó sustenido menor (mesmo C# modo eólio) aumenta gradualmente em intensidade e complexidade à medida que avança. Aparecem arpejos, trinados e contrastes para criar uma sensação de movimento e tensão, ao mesmo tempo que a música expressa momentos de sublime tranquilidade.

Atualizado em 18 de janeiro de 2026.

Leonardo Marcondes Alves é pesquisador multidisciplinar, PhD pela VID Specialized University, Noruega. Toca violino.


Como citar esse texto no formato ABNT:

  • Citação com autor incluído no texto: Alves (2024)
  • Citação com autor não incluído no texto: (ALVES, 2024)

Na referência:

ALVES, Leonardo Marcondes. Beethoven: Sonata ao Luar. Ensaios e Notas, 2024. Disponível em: https://ensaiosenotas.com/2024/04/21/beethoven-sonata-ao-luar/. Acesso em: 18 jan. 2026.

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