Valdenses no Brasil

Uma das mais antigas comunidades etnorreligiosas cristãs da Europa, os valdenses possuem uma histórica presença no Brasil. Depois de um século seus descendentes filiaram-se a diversas denominações religiosas ou secularizam-se, mas constituem um legado ao país. Largamente negligenciada pela historiografia dominante acerca da imigração e das religiões no Brasil, esse panorama introduz os valdenses e seus descendentes brasileiros.

ORIGENS

Os valdenses são originários de um movimento religioso popular do século XII[1], organizado por Pedro Valdo[2] (1140 – 1206) que se espalhou pelo sul da França e norte da Itália. Mas, implacavelmente perseguidos encontram refúgio nos Alpes. Em 1532 os Valdenses decidiram juntar-se à Reforma, sendo então a mais antiga denominação protestante em contínua atividade. A liberdade religiosa somente foi assegurada em 1848 mediante um édito do rei Carlos Alberto da Sardenha.

Com a liberdade religiosa as condições de vida nos vale dos valdenses melhoraram. Consequentemente, a população cresceu e, aliada às crises na agricultura, começaram a emigrar. Em uma das primeiras levas imigratórias da Itália, em 1856 algumas famílias chegaram ao Uruguai onde prosperaram e formaram a Iglesia Valdense. Do Uruguai, muitos reemigraram para a Argentina e os Estados Unidos.

No final do século XIX pequeno grupo de valdenses vindo do Uruguai ou diretamente da Itália se estabeleceram no Brasil. No Rio Grande Sul formaram uma congregação em Bento Gonçalves. Em outros estados, famílias ou indivíduos juntaram-se às igrejas evangélicas locais.

RIO GRANDE DO SUL

A colonização italiana na Serra Gaúcha começou em 1870, atraindo colonos do norte da Itália. Alguns dos imigrantes eram de fé evangélica, outros converteram no novo país em resultado do contato com seus conterrâneos valdenses.

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Igreja Metodista em Bento Gonçalves, iniciada com famílias valdenses

Em 1887 havia na Colônia Dona Izabel e Alfredo Chaves 16 famílias italianas evangélicas. Ao saberem da existência de um ministro evangélico em Porto Alegre, requisitaram sua presença por carta. O rev. João da Costa Corrêa, natural de Jaguarão convertido ao metodismo no Uruguai e agente da Sociedade Bíblica Americana, organizou a igreja na Colônia Dona Izabel, futura Bento Gonçalves, filiada à Igreja Metodista Episcopal. Nessa cidade o primeiro templo metodista do Rio Grande do Sul foi inaugurado em 1889. Os colportores[3] leigos Carlo Lazzarè e Mateo Donati vieram assistir essa congregação. Pouco tempo depois, abriu-se outro templo de italianos em Alfredo Chaves, atual município de Veranópolis, e uma capela em Forqueta do Caí, localidade em Caxias do Sul. O periódico metodista O Testemunho[4] relata esse evento:

A obra entre os italianos tem um templo em Alfredo Chaves, outro em Bento Gonçalves e uma pequena capela na Linha Forqueta. Os dois primeiros foram adquiridos, em parte, por meios fornecidos pela Missão e pelos membros da Igreja; a capela da Forqueta, os irmãos cotizaram-se entre si e a compraram. Era uma capela católica que durante anos servira para os cultos da Igreja romana, que foi pelos evangélicos adquirida e consagrada ao Deus Vivo, Eterno e Imutável. Os deuses mudos foram trocados e, nos seus lugares, levantado o Deus do Monte Sinai, o Cristo do mar da Galileia e o Espírito Santo repartido em línguas de fogo em Jerusalém no dia de Pentecostes. É admirável como aqueles irmãos da Forqueta sustentam a obra. Nos fundos do templo há algumas quadras de terreno pertencente, o mesmo que é cultivado em horas vagas por eles próprios, e o produto recolhido vendem e recolhem o dinheiro à administração econômica da Igreja para os devidos fins do culto.

Alguns dos crentes que formam a congregação são sinceros homens de fé provados, descendentes dos heróicos albigenses [sic! Valdenses] que com seu sangue selaram a fé de Cristo nos vales do Piemonte, onde se refugiaram escapando da fúria das feras do Vaticano, que nada poupavam e lá encontraram-se com um protesto lançado nas faces dos déspotas romanos, eternizando sua história, como essas lágrimas petrificadas do Egito derramadas pela História sobre as margens do Nilo.

Tanto com imigrados ou com convertidos no Brasil, o metodismo de origem italiana valdense cresceu no Rio Grande do Sul. Sobrenomes tipicamente italianos como Baccin, Premaor, Busnello, Marcon, Goron, Cabrillo, Delagua, Meneghetti, Chaulet, Covolo, Canini, Motti, Girondi, Peyrot e Fulcher figuram entre os pioneiros metodistas no estado. Em outras localidades, como Guaporé (em 1906) e Garibaldi (em 1923), formou-se novas congregações com famílias vinda do núcleo pioneiro de Bento Gonçalves. Na sede do município de Caxias do Sul, essas famílias organizaram a Igreja Metodista em 1916 com o pastor Aldofo Ungaretti. Em Santa Maria, a incipiente congregação metodista recebeu em 1901 a família Dacorso, anteriormente de italianos católicos. O jovem César Dacorso Filho (1891-1966) viria a ser o primeiro bispo da Igreja Metodista do Brasil, quando essa denominação alcançou autonomia em relação com sua congênere norte-americana. Semelhante trajetória teve Sante Uberto Barbieri (1902-1992), italiano católico estabelecido em Passo Fundo, que converteu-se na Igreja Metodista, tornando-se bispo para os países platinos e um dos primeiros presidentes do Concílio Mundial das Igrejas.

A família Malan tipifica a assimilação dos valdenses dispersos no Brasil. O mestre-escola Gian Pietro Malan e sua esposa Magdalena Malan deixaram o vale de Angrogne para aventurar-se na América do Sul. Seu primogênito, Alfredo Malan D’Angrogne nasceria ainda no velho continente, em Gênova, em 1873. A família estabeleceu-se em Pelotas. Com a proclamação da república e lei de naturalização, Alfredo Malan pode entrar nas forças armadas, matriculando-se como cadete na escola militar de Praia Vermelha no Rio.

Lotado na circunscrição militar do Mato Grosso, escreveu livros sobre a região. Mais tarde, já general é nomeado chefe do  Estado Maior do Exército (EME), onde ficou até 1931, quando sofre um derrame e morreria no ano seguinte. Seus descendentes seguiram a carreira militar, como seu filho e biógrafo general Alfredo Souto Malan, chefe do Estado-Maior do Exército nos anos 1970, e o tenente aviador Alfredo Malan, piloto de caça envolvido no acidente em que morreu Castelo Branco. Outro descendente de Alfredo Malan D’Angrogne é o ex-ministro da fazenda, Pedro Malan.

RIO DE JANEIRO

Como a família Malan, outros valdenses se estabeleceram no Rio de Janeiro. No estado, não formaram congregações como no Rio Grande do Sul, antes aderindo a diversas denominações evangélicas ou adotando uma postura secular. Esporadicamente passava algum valdense pela capital do país, como fez o pastor Paulo Grandi, que participou de um sínodo presbiteriano na cidade em 1872. Na região serrana e zona da mata mineira estabeleceram-se os Perrout, vindo da Suíça. Uma figura proeminente no estado foi construtor Antonio Jannuzzi (1855 –1849)

Nascido em Fuscaldo, na Calábria filho dos valdenses Fioravante Jannuzzi e Luigia de Seta, Antonio Jannuzzi imigrou com dois irmãos Francisco, José e Camilo ao Brasil em 1874 depois de uma estada em Montevideo. Encontraram oportunidade nas mudanças urbanísticas providas na capital durante o fin-de-siècle. Os contatos e a influência da imperatriz Teresa Cristina, cidadã por nascimento do Reino das Duas Sicílias, atraíram construtores e operários especializados do sul da Itália. Jannuzzi tornou-se membro da Igreja Presbiteriana e organizou uma Sociedade Operária Fuscaldense de Mútua Ajuda com a rede de contato formada pelos imigrantes calabreses. Na Calábria, as vilas de Montalto, Guardia Piemontese e Fuscaldo ainda guardam o legado da emigração de valdenses piemonteses, embora tenham sofrido pesadas baixas pela perseguição na Contra-Reforma. Jannuzzi foi ativo nas comunidades evangélicas do estado. Doou a planta e auxiliou na construção da Igreja Evangélica Fluminense – a mais antiga igreja protestante de língua portuguesa em contínua atividade no Brasil.

A firma Antonio Januzzi & Irmão prosperou rapidamente. Abriram caminhos para estradas de ferro, construíram vinte e três prédios nova Avenida Rio Branco, então a principal via do novo centro carioca planejado pelo Engenheiro Passos. No final da avenida, Antonio erigiu um obelisco doado à cidade.  Desenhou e executou obras como o Teatro Municipal, a Biblioteca Pública, o Museu de Belas Artes e o prédio do Jornal do Comércio, Palácio Pedro Ernesto, a Câmara de Vereadores.  Fomentou várias obra evangélicas, como a construção da Igreja Metodista do Catete e das igrejas presbiterianas do Caju, Botafogo e Copacabana, além de apoiar diversos jornais evangélicos, o Hospital Evangélico, a Associação Cristã de Moços (ACM) e o Orfanato Presbiteriano.

Manteve seus lanços com a Itália.  Em  1886 Antonio seria feito cavaleiro da Ordem Equestre da Coroa da Itália, passando a ser chamado e Comendador Jannuzzi. Em apoio ao Comitê de Evangelização das Igrejas Valdenses, enviou uma oferta significativa em 1914.

Retirou-se para Valença em 1909, onde construiu a Igreja Presbiteriana local, uma escola e apoiou o pastorado do Rev. Constâncio Homero Omegna (1877- 1927), também italiano. Sua mudança para Valença salvou a cidade, então exaurida com o esgotamento da terra pelo cultivo predatório do café. Ligou a cidade com a matriz ferroviária central do Brasil, criando depósitos estimulando o comércio local. Junto de sua esposa, d.Ana, Jannuzzi renovaram a Santa Casa de Misericórdia local e erigiram o Ateneu Valenciano. Construiu o Hotel Valenciano, que com a ferrovia, tornou Valença um destino turístico. Morreu como um empresário e filantropo respeitado.

O sucesso de imigrantes como Jannuzzi também inspirou outros empreendedores da velha Itália. Um deles, o conde Francisco Matarazzo, trouxe mão-de-obra especializada ao Brasil, como engenheiro naval Orseti. Sua esposa, Ester Orseti, filha Capponi Mairiani e do pastor valdense Pietro Mariani, tornou-se uma ativa líder feminina nos círculos congregacionais e metodista, colaborando com periódicos, atuando como enfermeira e visitadora, organista e autora de materiais para a educação bíblica de crianças. Faleceu em 1942 em Niterói.[5]

 SÃO PAULO

Como no Rio de Janeiro, algumas famílias e indivíduos isolados de origem valdenses vieram no final do século XIX e foram assimilados pelas comunidades evangélicas locais. O perfil típicos desses poucos evangélicos italianos é o de Luiz Bernini. Nascido católico, converteu-se na Igreja Valdense na Itália antes de sua mudança ao Brasil.  Tornou-se membro da Igreja Presbiteriana em São Paulo em 1881 junto de sua esposa Angela Truzzi, onde foi presbítero. Faleceu aos 80 anos em 1926.

Outros convertidos na Itália (sem dados precisos em quais denominações) foram o casal Giovanni e Clementina Bernini e o pastor Júlio Sanguinetti  — respectivamente aderentes ao metodismo e ao presbiterianismo no Brasil  —, que desenvolveram um trabalho entre os colonos italianos no interior e na capital paulista. Em Botucatu, o presbiteriano calabrês Francisco Lotufo pastoreou a igreja por décadas, atraindo conterrâneos.

Em São Paulo havia um pequeno mas considerável número de italianos evangélicos, tanto que  Júlio Sanguinetti  organizou uma congregação presbiteriana italiana no bairro do Brás em 1903. Nessa pequena igreja eram membros as famílias Iannone, Finotti e Pavan, quando em 1910 receberam a visita de um pregador vindo dos Estados Unidos. Era Louis Francescon, italiano de nascimento como eles. Francescon nascera católico e tornou-se evangélico em uma congregação de filiação dual valdense-presbiteriana em Chicago. Mais tarde, aderiu ao pentecostalismo e era essa mensagem que trazia aos seus conterrâneos no Brás. Como resultado, formou-se um núcleo de pentecostais italianos que hoje transcendeu as fronteiras étnicas na Congregação Cristã no Brasil.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A jornada dos valdenses forma um microcosmo da história do protestantismo brasileiro. Os valdenses do Rio Grande do Sul configuram um típico caso de protestantismo de imigração, na consagrada tipologia de Mendonça (1984). Também a união valdo-metodista nesse estado antecede a fusão que ocorreria na Itália em 1975. Formado inicialmente por suas bases étnicas, logo alcançou outros povos no país. No Rio e em São Paulo, os poucos valdenses retratam outra tipologia, o protestantismo de  missão. Convertidos na Itália, tiveram um moderado sucesso em atrair prosélitos no Brasil. Por último, a adesão ao pentecostalismo pela pequena congregação do Brás por intermédio de um missionário que fora valdense retrata o último tipo de protestantismo de Mendonça, o protestantismo pentecostal.

Sem instituições perenes, os valdenses no Brasil perderam sua distinção etnorreligiosa, mas constituem uma história representativa, muito além dos rodapés da historiografia religiosa ou da imigração no país.

REFERÊNCIAS E BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

AUDISIO, Gabriel. The Waldensian Dissent: Persecution and Survival, c.1170 – c.1570.  Cambridge: Cambridge University Press, 1999.

CAMERON, Euan. Waldenses: Rejections of Holy Church in Medieval Europe. Oxford; Malden: Blackwell Publishers, 2000.

CAPPELLI, Vittorio. La belle époque italiana di Rio de Janeiro. Volti e storie dell’emigrazione meridionale nella modernità carioca. Soveria Mannelli: Rubbettino, 2013

COMBA, Emilio. History of the Waldenses of Italy, from their origin to the Reformation. Tradução de Teofilo E. Comba. Londres, 1889.

CONSTANTINO, Núncia Santoro de. Italianidade(s): imigrantes no Brasil meridional. In CARBONI, Florence (org.); MAESTRI, Mario (org.). Raízes Italianas do Rio Grande do Sul. Passo Fundo: UPF, 2000.

CONSTANTINO, Núncia Santoro de . O que aconteceu com os Valdenses?: italianos e italianos no Brasil meridional. In: RIBEIRO, Cleodes Maria Piazza Julio; POZENATO, José Clemente. (Org.). Cultura, Imigração e Memória. Caxias do Sul: Editora da Universidade de Caxias do Sul, 2006, p. 177-188.

CONSTANTINO, Núncia Santoro de. Sobre os Valdenses do Piemonte nas colônias do Rio Grande do Sul. 2010. Ciclo de Conferências no Instituto Histórico de São Leopoldo.

DALLA CHIESA, Vicente. A Igreja Metodista na antiga região colonial italiana donordeste do Rio Grande do Sul. In: RAMOS, Eloisa Helena Capovilla da Luz et alii (orgs.). Anais do Seminário Internacional Festas, comemorações e rememorações na imigração e XXI Simpósio de História da Imigração e Colonização. São Leopoldo: Oikos Editora, 2014.

DALLA CHIESA, Vicente. O uso do italiano como língua litúrgica e de culto nas Comunidades metodistas da colônia italiana do nordeste gaúcho (1887-1939). XIII Encontro de História Oral. UFRGS, 2016.

DONATTI, Mateus. Manuscrito intitulado Memorie della Chiesa Metodista Episcopale della Forqueta, Arquivo da Igreja Metodista de Caxias do Sul.

VANGELISTA, Chiara. “Dal “Bella Dolinda” alla colonia “Santa Izabel”: emigranti valdesi in Brasile nel 1858”. EM Ventesimo secolo. Rivista di storia contemporanea, n. 5-6 (1992), pp. 429-442

FLORES, João do Prado. A História do Metodismo no Rio Grande do Sul (mimeografado). Porto Alegre, 1937

JAIME, Eduardo Mena Barreto. História do Metodismo no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Empresa Gráfica Moderna, 1963.

KENNEDY, James L.  Cincoenta Anos de Metodismo no Brasil.  Imprensa Metodista, São Paulo, 1928.

LÉONARD, Émile-G. O Protestantismo brasileiro. São Paulo: ASTE, 1963.

MALAN, Alfredo Souto. Uma escolha, um destino: Vida do Gen Malan d´Angrogne. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, 1977.

MAZZINI, Ferdinando. Gl’interessi sociali ed economici italiani nel distretto consolare di Rio de Janeiro. Bollettino dell’Emigrazione. Roma 1905, n. 13.

MENDONÇA, Antônio Gouvêa. O celeste porvir: a inserção do protestantismo no Brasil. São Paulo: Paulinas, 1984

THOMÉ, Laura Maria Silva. As heresias e seus reflexos sociais: Pedro Valdo e os valdenses (1160-1250). Monografia final do Curso de História, Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 2000.

THOMÉ, Laura Maria Silva. Da ortodoxia à heresia: os valdenses (1170-1215). Dissertação (mestrado) – Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes, Programa de Pós-Graduação em História. Curitiba, 2004.

WATTS, George B. The Waldenses in the New World. Durham: Duke University Press, 1941.

NOTAS

[1]  Para uma panorama sobre os valdenses ver Audisio (1999).  A origem dos valdenses no século XII é bem atestada pela historiografia, ainda assim, persistem lendas sobre sua antiguidade; em português ver Thomé (2000 e 2004), em inglês ver Cameron (2000), Comba (1978).  Watts (1941) retrata o emigração deles às Américas.

[2] Seu nome originalmente era Valdès ou Vaudès. Por volta de 1350 começa aparecer referências com o prenome Pedro associado a ele.

[3] Distribuidores de literatura religiosa.

[4] O Testemunho. Ano II. 15 de março de 1905. Porto Alegre: Livraria do Globo, p.22.

[5] Expositor Christão. v.57, n41, 12, outubro 1942, p.5-7

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