Comunidades Intencionais no Brasil

Comunidades intencionais , também chamadas de coletivos,  são ajuntamentos que oferecem modos de vida alternativos à sociedade circundante. Entre as recentes e ativas no Brasil estão:

  • Noiva do Cordeiro: comunidade rural em Belo Vale, no Quadrilátero Mineiro. É originária de um casal excomungado pela igreja Católica por viverem juntos depois de um casamento fracassado no final do século XIX. Os descendentes eram descriminados e tidos como dissolutos.  Nem a adesão a uma igreja protestante rígida logrou alcançarem respeito. Desde 1995 a comunidade tornou-se secular e detêm a propriedade coletiva da terra. A maior parte dos homens trabalha em Belo Horizonte enquanto as mulheres trabalham no campo em regime de mutirão. Teatro, aulas de informática, fabricação de roupas íntimas são algumas atividades da Noiva do Cordeiro.
  • Associação Comunidade Yuba:  em 1935 o jovem imigrante japonês Isamu Yuba (1906-1976) inspirado por Rousseau, Tolstói, a Bíblia e Saneatsu Mushanokōji fundou uma comunidade onde os bens seriam comuns, não haveria posse pessoal de dinheiro, viveriam próximo à natureza, cultivariam as artes e o intelecto. Hoje são cerca de 60 pessoas nessa comunidade próxima à Mirandópolis, SP cuja língua mais falada é o japonês.  A comunidade é religiosamente plural, com cristãos e budistas.
  • Fazenda Bona Espero: Seis recifenses decidiram em 1957 fundar uma comunidade falante do esperanto no Brasil central. Arthur Vellozo Vasconcelos, Renato Diniz, Neuza Esteves de Araújo, Elisabeth Pointcaré, Inês Nunes de Andrade e Camélia Gomes da Silva ganharam as terras em Alto Paraíso, GO para erigir uma fazenda-escola, além de centro de atendimento ao menor.  Desde 1975 Bona Espero é dirigida pelo casal Úrsula e Giuseppe Grattapaglia que organiza eventos esperantistas e cuidam de menores em situações de risco. A comunidade é laica.
  • Comunidade Solaris: Comunidade eco-religiosa na Praia do Norte em Ilhéus, BA fundada em novembro de 2010. O professor Ton Caldas lidera essa comunidade de permacultura.
  • Tabernáculo Vitória grupo urbano pentecostal-Brahamista fundada na capital capixaba em 1985 pelo pastor Inereu Vieira Lopes.  Em 2007, o grupo mudou-se para Ecoporanga, ES onde praticam comunidade de bens e trabalho em um condomínio de propriedade da igreja.
  • Doze Tribos:  grupo religioso hippie-cristão com origens na Califórnia. Possui três colônias no Paraná (Londrina, Campo Largo, Mauá da Serra) onde vivem em vida comunal.
  • Cidade Eclética  fundada no Rio pelo ex-piloto militar  Yokaanam Oceano de Sá (1911-1986) em 1946, dez anos depois sua comunidade mudou para o planalto central em Santo Antônio do Descoberto, GO, vizinha de Brasília. Hoje cerca de 1.500 pessoas vivem na região.
  • Fazenda Metafísica e Teológica Princípio de um Reinado. O beato Cícero José de Farias ou Sadabi Alexandri de Farias Rei, ou ainda Meu Rei (?1883-1999) reuniu 40 famílias no Vale do Catimbau, Pernambuco em 1975 para viver em cooperativa. Meu Rei  se declarou imortal e pregava o vegetarianismo, produziu seu próprio dinheiro e permitia a poligamia. Após sua morte a comunidade entrou em declínio.
  • A Arca: o profeta Luís Pereira dos Santos vivia reunido com 120 seguidores em Teresina para esperar o fim do mundo em 2012. Depois de preso, desapareceu e a comunidade acabou dispersa.
  • Comunidade Figueira o ex-cineasta José Trigueirinho Netto (1931- ) criou um complexo em Carmo da Cachoeira, MG em 1987 onde advoga uma nova humanidade pelos ensinamentos teosóficos, visões marianas e técnicas terapêuticas. Há um grupo de residentes fixos em vários monastérios e recebe moradores temporários.
  • Comunidade Evangélica Jesus A Verdade que Marca. Originalmente uma igreja neopentecostal fundada em São Paulo por Cícero Vicente de Araújo em 1998. Em 2005, o grupo formado ao redor da personalidade carismática do Pr. Araújo mudou-se para as áreas rurais de Minduri, Caxambu, Cruzília, Andrelândia, Madre de Deus e São Vicente de Minas. Nesses municípios do sul de Minas Gerais cerca de 5.000 integrantes, organizados em associações, trabalham e vivem comunalmente em cinco fazendas e comércios. Correm investigações da Polícia Federal contra a comunidade.
  • Irmandade da Santa Cruz. Fundada entre indígenas e ribeirinhos do Alto Solimões pelo beato e pregador itinerante, o mineiro Irmão José da Cruz.
  •  Cooperativa Agropecuária Mista Canarana Ltda. Colônias agrícolas fundada por camponeses gaúchos que migraram de Tenente Portela (RS) nos anos 1970 lideradas pelo pastor luterano e deputado constituinte Norberto Schwantes.
  • Comunidade Ananda. A vidente uruguaia, Mestra Scheila estabeleceu essa comunidade em uma área rural de Rio das Antas (SC) em 1995, com cerca de 20 famílias, boa parte dela de profissionais liberais e artesãos.

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