Com ironia, Rudyard Kipling usou poema O Fardo do Homem Branco para criticar o imperialismo. Entretanto, o poema acabaria usado para justificar o colonialismo paternalista e racista. Como se vê, uma vez escrita, o autor já não tem mais domínio das interpretações sobre sua obra. A mesma distorção ocorreu com o livro A Emergência da Meritocracia do... Continuar Lendo →
Vonnegut e Rand: além da mediocridade forçada
No meio do século XX, a ficção distópica tornou-se um laboratório intelectual para testar medos que a teoria política ainda formulava de modo incerto. Harrison Bergeron (1961), de Kurt Vonnegut, e Atlas Shrugged (1957), de Ayn Rand, pertencem a esse gênero de imaginação crítica que projeta futuros extremos para interrogar escolhas do presente. Ambos recorrem... Continuar Lendo →
