O menino imortal e os metafísicos de Nova Iorque

Há propriedades que parecem destinadas a abrigar apenas sucessões de proprietários. Outras, porém, tornam-se recipientes de ideias — e, por vezes, de ideias que pretendem reorganizar a própria realidade. O lugar que viria a ser chamado Peace Haven, em Long Island, pertence a esta segunda categoria: um espaço onde arquitetura, crença e espetáculo social convergiram... Continuar Lendo →

Shmuel N. Eisenstadt: a modernidade não segue o mesmo caminho

Um dos conceitos mais influentes do sociólogo Shmuel Eisenstadt é o de modernidades múltiplas. Tal conceito questiona um um único modelo universal de modernidade. A modernidade se manifesta de maneira diferente em várias culturas devido a contextos históricos e sociais únicos A teoria das modernidades múltiplas representa uma ruptura significativa com a visão dominante, muitas... Continuar Lendo →

Georg Simmel: formas sociais, modernidade e a vida mental urbana

O alemão Georg Simmel (1858–1918) foi um pensador brilhante. Interdisciplinar, esteve situado na intersecção da sociologia e da filosofia. Dele veio uma análise perspicaz das formas de interação social e dos efeitos da modernidade sobre a experiência individual. Apesar de uma carreira académica cheia de dificuldades e marginalização, suas ideias sobre a vida urbana, o... Continuar Lendo →

Tönnies: Comunidade e Sociedade

Ferdinand Tönnies propôs em Comunidade e Sociedade" (Gemeinschaft und Gesellschaft), obra publicada em 1887, uma lente perspicaz para compreendermos as transformações sociais que acompanharam a modernidade. Ao contrastar dois tipos ideais de organização social – a comunidade e a sociedade – Tönnies descreve tanto as mudanças estruturais quanto as alterações nas relações humanas, nos valores... Continuar Lendo →

Adorno: crítica da razão, cultura e dominação

Theodor W. Adorno (1903–1969) ocupa uma posição central no desenvolvimento da Teoria Crítica do século XX. Associado ao Instituto de Pesquisa Social de Frankfurt, seu trabalho constitui uma investigação sistemática das formas modernas de dominação, conduzida não apenas no plano econômico ou político, mas também no nível da cultura, da subjetividade e da própria razão.... Continuar Lendo →

Art Nouveau e Art Déco

A distinção entre vanguarda e estilos como Art Nouveau e Art Déco exige precisão conceitual. Ambos surgem no mesmo horizonte histórico das vanguardas, dialogam com elas e, em certos casos, compartilham soluções formais. Ainda assim, ocupam outra posição. Não operam como crítica estrutural da arte nem como ruptura programática com suas instituições. Funcionam como linguagens... Continuar Lendo →

1750: década mirabilis

A década de 1750 foi um salto na história mundial. Nela convergiram a aceleração do Iluminismo, o início da Revolução Industrial e a eclosão dos primeiros conflitos de dimensão verdadeiramente global. Transformações intelectuais, científicas, políticas, econômicas e militares alteraram as bases da civilização europeia e de seus impérios ultramarinos. O período marcou uma mudança na... Continuar Lendo →

Eras pivotais na história

Várias épocas alteraram drasticamente a trajetória da civilização. Algumas concentraram mudanças climáticas, colapsos demográficos, revoluções tecnológicas, mutações religiosas e reorganizações políticas em escala continental. O evento climático de 4,2 kiloyears, por volta de 2200 a.C., destruiu parte da ordem política da Antiguidade. Uma seca prolongada atingiu simultaneamente o Império Acádio na Mesopotâmia, o Antigo Império... Continuar Lendo →

A invenção da Incógnita: como a álgebra transformou o pensamento

O mundo antes do x Imagine que alguém lhe diga:“Uma coisa, somada à sua metade, resulta em dez. Que coisa é essa?” Agora veja a mesma questão assim: x + x/2 = 10 O problema é idêntico. Mas a experiência mental não é. No primeiro caso, estamos presos à narrativa: “uma coisa”, “sua metade”, “resulta”.... Continuar Lendo →

MacIntyre: três vias em busca da verdade

Alasdair MacIntyre (1929–), filósofo moral escocês e uma das vozes mais incisivas da filosofia contemporânea, oferece uma lente raramente discutida, mas profundamente reveladora, sobre como a civilização ocidental concebe e disputa a verdade. Em obras como After Virtue (1981), Whose Justice? Which Rationality? (1988) e Three Rival Versions of Moral Enquiry (1990), ele identifica três... Continuar Lendo →

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