É gratificante observar como as discussões teóricas que propomos aqui no blog atravessam as fronteiras da academia e encontram aplicação prática em temas sensíveis do nosso ordenamento jurídico. Recentemente, tive a honra de ser referenciado no artigo “A perícia antropológica e a cultura jurídica brasileira”, de autoria de Waldilena Assunção e Jorge Luiz Oliveira dos Santos.
O trabalho, publicado na Revista de Sociologia, Antropologia e Cultura Jurídica, discute o papel vital dos laudos antropológicos em processos criminais envolvendo povos indígenas, sob a égide da Resolução 287 do CNJ.
Os autores citaram meu ensaio A antropologia vai a campo: Malinowski, publicado originalmente aqui no Ensaios e Notas, para fundamentar a importância da imersão etnográfica e do rigor metodológico no fazer antropológico. Ver um texto deste blog ser utilizado para embasar uma discussão sobre direitos fundamentais e o combate ao encarceramento em massa de indígenas reforça o compromisso que assumi desde o início: democratizar o conhecimento técnico de alta qualidade.
A ciência não é um fim em si mesma, mas um meio para compreendermos e transformarmos a relação entre a lei e o mundo social. Agradeço aos pesquisadores pela citação e sigo motivado a documentar, traduzir e analisar as nuances da nossa cultura e do nosso direito.
O artigo completo pode ser consultado no portal Index Law.
SAIBA MAIS
ASSUNÇÃO, Waldilena; OLIVEIRA DOS SANTOS, Jorge Luiz. A perícia antropológica e a cultura jurídica brasileira: reflexões sobre os laudos antropológicos nos processos criminais envolvendo pessoas indígenas acusadas, rés, condenadas ou privadas de liberdade no Brasil. Revista de Sociologia, Antropologia e Cultura Jurídica, Florianópolis, v. 8, n. 2, 2023. DOI: 10.26668/IndexLawJournals/2526-0251/2022.v8i2.9319. Disponível em: https://indexlaw.org/index.php/culturajuridica/article/view/9319. Acesso em: 11 maio 2024.

Deixe um comentário