Os melhores livros da ficção policial sueca

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Os suecos são bons para contar estórias de detetive e mistério, misturando um realismo bizarro, suspense e lutas psicológicas e de relacionamento. Vários desses livros viraram filmes ou séries da TV. Em minha lista ordenada aleatoriamente, os melhores autores e suas melhores obras são as seguintes:

 ***

  •  Sjöwall & Wahlöö: (Den skrattande polisen) Massacre em Estocolmo. Um misterioso assassino metralha os passageiros de um ônibus na calada da noite em Estocolmo.
  • Camilla Läckberg: (Predikanten) Gritos do Passado. O investigador Patrik Hedström e sua esposa gestante Erica Falck investigam o cadáver de uma jovem encontrada nua — junto a dois esqueletos de outras duas adolescentes desparecida a mais de 30 anos. Nesse caso, o pastor Ephraim Hult é um personagem eletrizante.
  • Håkan Nesser: (Det grovmaskiga nätet) sem tradução ao português, em uma forma livre seria “A rede rota”. Jan Miller acorda da ressaca e acha a esposa morta na banheira. O detetive Van Veeteren suspeita que há algo mais nessa história. O legal de Nesser é que ele construiu uma cidade fictícia Maardam, que pode estar em qualquer lugar dos países nórdicos, Alemanha ou Polônia.
  • Kerstin Ekman: (Händelser vid vatten) sem tradução ao português, em uma forma livre seria “Casos na água”. Uma professora muda de Estocolmo para encarar amor e homicídio na pacata vila de Svartvattnet, um lugar fictício com um nome sugestivo de “Água Preta”.
  • Karin Alvtegen: (SaknadA procurada. A sem-teto mas elegante Sybilla Forsentröm se vê caçada pela polícia e público por algo que não fez.
  • Åsa Larsson: (Solstorm) sem tradução ao português, o título seria “A tempestade solar”. A tributarista Rebecka Martinsson investiga a morte do carismático Viktor Strandgård, irmão de uma amiga de infância na longínqua e gelada Kiruna.
  • Henning Mankell: (Den femte kvinnan) A quinta mulher. O brilhante mas conflituoso detetive Kurt Wallander volta das férias para investigar assassinatos e desaparecimentos bizarros: quatro freiras e uma mulher mortas na África, um observador de pássaros desaparecido, um corpo empalado em uma armadilha, um florista deixado morrer de fome em um garrote.
  • Mari Jungstedt:(Den du inte ser) sem tradução ao português, traduzindo seria “O que não se vê”. O detetive Anders Knutas corre contra o tempo para achar um serial killer na pacata cidade de veraneio Visby.
  • Johan Theorin (Skumtimmen) Ecos dos mortos; (Nattfåk) sem tradução ao português, o título, um neologismo do autor baseado no falar de sua ilha natal Öland, seria “A tempestade de neve noturna”. Uma velha sandália que pertencera a uma criança desaparecida a vinte anos na neblina da ilha causa mistério e drama.
  • Stieg Larsson: (Man som hatar kvinnor) Os homens que não amavam as mulheres (br) Os Homens que Odeiam as Mulheres (pt) é definitivamente o melhor de sua ótima trilogia, Millenium. O jornalista Mikael Blomkvist e a investigadora particular Lisbeth Salander revolvem arquivos para revelar um psicopata em uma família afluente.
  • A Menina que Brincava com Fogo (br) A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo (pt) (Flickan som lekte med elden) Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander investigam assassinatos que levam uma trama de tráfico de mulheres.
  • A Rainha do Castelo de Ar (br) A Rainha no Palácio das Correntes de Ar (pt) (Luftslottet som sprängdes). Mikael Blomkvist tenta inocentar Lisbeth Salander de uma acusação criminal indevida e ambos têm de enfretar um complô de corruptos e espionagem.
  • Mons Kallentoft: (Midvinterblod) com duas traduções ao português, Sangue Vermelho em Campo de Neve – Inverno e a versão que acho melhor, Sangue no Inverno, traduzido por Jaime Bernardes. Nessa obra bem escrita, a detetive Malin Fors tem que desvendar o mistério de um corpo encontrado pendurado em um árvore e desfigurado pelo frio.
  • Sommardöden, em português seria “Assassinato no verão”, Malin Fors investiga uma moça que apareceu nua, coberta de sangue e sem memória em um parque.
  • Leif G. W. Persson:(Den döende detektiven) sem tradução ao português que seria “O detetive moribundo”. O detetive Lars Martin Johansson, mesmo hospitalizado por um derrame, investiga um caso de 25  anos envolvendo o estupro e more de uma garota.
  • Klas Östergren: Gentlemen, em português com o mesmo título. Não exatamente um livro de assassinatos e investigações, mas tem crime. 😛 Roubaram os bens do narrador que  convive com uma dupla de irmãos esquisitões. Com pitadas de humor e contrabando de armas.
  • Lars Kepler: sob esse pseudônimo, o casal Alexander Ahndoril e a sueco-portuguesa Alexandra Coelho debutaram com O hiponista   (Hypnotisören) no qual o o investigador Joona Linna e um psicólogo tentam recolher o testemunho da única e traumatizada sobrevivente de uma família assassinada.
  • Recentemente, lançaram  O pesadelo (br) O Executor (pt) (Paganinikontraktet) que resolve o mistério de dois corpos encontrados em circunstâncias insólitas: uma afogada com roupas secas em um bote a deriva e um enforcado em uma sala sem móveis.
  • Anders Roslun & Börge Hellström: essa dupla de escritores são jornalistas e críticos do sistema penal sueco. Em seus romances A Besta (Odjuret, 2005) e Box 21 (2005)  as vítimas e os criminosos se confundem.

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Pena que não são traduzidos diretamente do sueco (exceto Sangue no Inverno), mas do francês e do inglês. Muita coisa não faz sentido algum nessas re-traduções.

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