Há pensadores que constroem sistemas; outros, mais raros, constroem contrastes. Louis Dumont (1911–1998) pertence decididamente à segunda espécie. Seu projeto intelectual não consistiu em explicar o mundo moderno, mas em torná-lo estranho. Foi como se, para compreendermos o ar que respiramos, fosse preciso primeiro aprender a viver debaixo d’água. Seu percurso biográfico já parece uma... Continuar Lendo →
