Categoria: Antropologia Jurídica

Há um sentimento real que a antropologia como conhecemos começou com o Direito. A antropologia jurídica em sua história serviu de interface ao direito e à antropologia. Entretanto, é uma disciplina em seu próprio caráter, com teorias, métodos, objetos próprios que se definiram ao longo de sua história.

O marco inicial da antropologia jurídica americana foi a publicação do Direito Ifugao de Roy F. Barton em 1919. Este clássico da etnografia jurídica evidencia com bases científicas o Direito entre povos ágrafos e organizados sem a mediação do Estado. O etnógrafo Roy Franklin Barton (1883-1847) nasceu na região rural de Pleasant Hill, no sudoeste de Illinois. Ao […]

O caso dos exploradores de caverna[i] é um estudo fictício proposto pelo jusfilósofo Lon L. Fuller (1902—1978) para ensinar as principais linhas de pensamentos jurisprudenciais em voga no final dos anos 1940 nos Estados Unidos. Mais de meio século depois, essa alegoria continua atual e atravessa as fronteiras dos sistemas jurídicos. O caso, além de ilustrar […]

A antropologia jurídica estuda as restrições sócio-culturais que organizam e possuam sanções executáveis pela sociedade. Abrange desde a descrição das normas, elaboração das leis, análise da coexistência de sistemas jurídicos formais e informais, pesquisa do desvio das normas legais, perícia, mediação e resolução de conflitos, além da correção e readaptação dos desviantes. No campo teórico,  a […]

Antropologia jurídica é a investigação dos mecanismos de regras executáveis da sociabilidade humana por meio de métodos que empreguem teorias antropológicas, usem a interdisciplinaridade e perspectiva holística típica da antropologia, compreendam o universal pelo particular — preferencialmente por extensivo trabalho de campo.